MINERÍA, DEFORESTACIÓN E INSEGURIDAD ALIMENTARIA EN LOS TERRITORIOS INDÍGENAS DE LA AMAZONÍA

DESAFÍOS ESTRUCTURALES Y RESPUESTAS DE POLÍTICAS PÚBLICAS

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.18764/2178-2865v30n1e27904

Palabras clave:

Amazonía, Territorios Indígenas, Seguridad Alimentaria, Políticas Públicas, Gobernanza Socioambiental.

Resumen

Este artículo analiza la interrelación estructural entre la expansión minera, la deforestación y la intensificación de la inseguridad alimentaria en territorios indígenas de la Amazonía, buscando evaluar la efectividad y las contradicciones de las políticas públicas brasileñas para abordar esta crisis socioambiental. Adoptando un enfoque interdisciplinario y decolonial, la investigación combina una revisión bibliográfica, un análisis documental de los marcos regulatorios (PNPSAN, PNGATI, PPCDAm) y un breve estudio de caso de acciones de emergencia en el Territorio Indígena Yanomami (2023-2025). Los resultados demuestran que la degradación ambiental, marcada por la contaminación del agua por mercurio y el colapso de los ecosistemas de subsistencia, provoca una ruptura epistemológica y ontológica, transformando la inseguridad alimentaria en una forma de violencia estructural que socava la soberanía indígena y la integridad territorial. Un análisis crítico de las políticas públicas revela que, a pesar de la existencia de un marco regulatorio consistente, las acciones gubernamentales siguen siendo fragmentadas, reactivas y asistencialistas, reproduciendo la colonialidad institucional y sin reconocer el vínculo inseparable entre el medio ambiente, los derechos indígenas y una alimentación adecuada. La conclusión es que la superación de la crisis requiere una transición de un paradigma de intervención a uno de coexistencia, mediante la implementación de políticas integradas de gobernanza socioambiental. Se propone la creación de Planes Locales de Soberanía Alimentaria y Sostenibilidad Territorial, vinculados a la reestructuración del PPCDAm y el PNPSAN, como una vía para consolidar el protagonismo indígena y el Derecho Humano a la Alimentación Adecuada (DHAA) en la Amazonía. Este estudio contribuye al debate sobre la formulación de políticas públicas sostenibles y la consolidación de paradigmas de desarrollo poscolonial.

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Biografía del autor/a

Luana Gathi Ká Sebirop Rodrigues da Silva Gavião, UNIVERSIDAD FEDERAL DE RONDÔNIA

Formación técnica en Silvicultura del Instituto Federal de Educación, Ciencia y Tecnología de Rondônia (IFRO), integrada con la educación secundaria. Licenciado en Derecho por la Universidad Federal de Rondônia (UNIR) y posgraduado en Derecho Laboral y Procesal Laboral.

Amauri Napakobá Suruí, UNIVERSIDAD FEDERAL DE RONDÔNIA

Licenciado en Administración (2013) por la Unión de Escuelas Públicas de Rondônia-UNIRO. Miembro del Grupo de Investigación en Bioética en la Amazonía. Investigadora indígena del pueblo Paíter Suruí y del Proyecto de Investigación sobre la Valorización del Conocimiento Tradicional Indígena en la Amazonía Brasileña: Decolonialismo y Políticas Públicas. Estudia Derecho en la Universidad Federal de Rondônia-UNIR, Campus Cacoal.

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Publicado

2026-07-02

Cómo citar

BUENO, DOUGLAS APARECIDO; GATHI KÁ SEBIROP RODRIGUES DA SILVA GAVIÃO, Luana; NAPAKOBÁ SURUÍ, Amauri. MINERÍA, DEFORESTACIÓN E INSEGURIDAD ALIMENTARIA EN LOS TERRITORIOS INDÍGENAS DE LA AMAZONÍA: DESAFÍOS ESTRUCTURALES Y RESPUESTAS DE POLÍTICAS PÚBLICAS. Revista de Políticas Públicas, São Luís, v. 30, n. 1, p. 191–213, 2026. DOI: 10.18764/2178-2865v30n1e27904. Disponível em: https://www.periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/rppublica/article/view/27904. Acesso em: 5 jul. 2026.