Desafios Históricos e Estruturais para o Maranhão em Cenário de Insegurança Alimentar

Entrevista especial com a professora Dra. Lourvídia Serrão Caldas

Auteurs-es

  • Maria Tereza Borges Araujo Frota Universidade Federal do Maranhão

DOI :

https://doi.org/10.18764/2178%202865v30n1e%202%209676

Mots-clés :

Insegurança Alimentar, Nutrição, Segurança alimentar, Banco de Alimentos, Lei Orgânica

Résumé

O cenário de Insegurança Alimentar no Maranhão apresenta desafios históricos e estruturais, frequentemente posicionando o estado com índices superiores à média nacional, especialmente nas formas grave e moderada, que afetam severamente as populações rurais, quilombolas e as periferias urbanas. Para enfrentar essa realidade, o estado tem articulado estratégias intersetoriais fundamentadas no SISAN (Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional), destacando-se a Rede de Restaurantes Populares: A maior rede do país, que garante refeições nutricionalmente balanceadas a preços simbólicos; o fortalecimento da Agricultura Familiar: Programas de compras governamentais (como o PAA e PNAE) que conectam o pequeno produtor diretamente ao prato de quem mais precisa, fomentando a economia local; Acesso à Água: Implementação de cisternas de consumo e produção, essenciais para a resiliência no Semiárido maranhense; Combate ao desperdício, por meio do Banco de Alimentos; Políticas de Transferência de Renda: Complementação e busca ativa via Cadastro Único para garantir que benefícios como o Bolsa Família alcancem os bolsões de pobreza extrema. A convergência entre o Plano Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional (PLANSAN) e as diretrizes federais do plano "Brasil Sem Fome" busca não apenas o alívio imediato da fome, mas a garantia do Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA) de forma sustentável e permanente.

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Biographie de l'auteur-e

Maria Tereza Borges Araujo Frota, Universidade Federal do Maranhão

O cenário de Insegurança Alimentar no Maranhão apresenta desafios históricos e estruturais, frequentemente posicionando o estado com índices superiores à média nacional, especialmente nas formas grave e moderada, que afetam severamente as populações rurais, quilombolas e as periferias urbanas. Para enfrentar essa realidade, o estado tem articulado estratégias intersetoriais fundamentadas no SISAN (Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional), destacando-se a Rede de Restaurantes Populares: A maior rede do país, que garante refeições nutricionalmente balanceadas a preços simbólicos; o fortalecimento da Agricultura Familiar: Programas de compras governamentais (como o PAA e PNAE) que conectam o pequeno produtor diretamente ao prato de quem mais precisa, fomentando a economia local; Acesso à Água: Implementação de cisternas de consumo e produção, essenciais para a resiliência no Semiárido maranhense; Combate ao desperdício, por meio do Banco de Alimentos; Políticas de Transferência de Renda: Complementação e busca ativa via Cadastro Único para garantir que benefícios como o Bolsa Família alcancem os bolsões de pobreza extrema. A convergência entre o Plano Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional (PLANSAN) e as diretrizes federais do plano "Brasil Sem Fome" busca não apenas o alívio imediato da fome, mas a garantia do Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA) de forma sustentável e permanente.

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Publié-e

2026-07-02

Comment citer

FROTA, Maria Tereza Borges Araujo. Desafios Históricos e Estruturais para o Maranhão em Cenário de Insegurança Alimentar: Entrevista especial com a professora Dra. Lourvídia Serrão Caldas . Revista de Políticas Públicas, São Luís, v. 30, n. 1, p. 297–303, 2026. DOI: 10.18764/2178 2865v30n1e 2 9676. Disponível em: https://www.periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/rppublica/article/view/29676. Acesso em: 5 juill. 2026.