Desafios Históricos e Estruturais para o Maranhão em Cenário de Insegurança Alimentar
Entrevista especial com a professora Dra. Lourvídia Serrão Caldas
DOI:
https://doi.org/10.18764/2178%202865v30n1e%202%209676Keywords:
Insegurança Alimentar, Nutrição, Segurança alimentar, Banco de Alimentos, Lei OrgânicaAbstract
O cenário de Insegurança Alimentar no Maranhão apresenta desafios históricos e estruturais, frequentemente posicionando o estado com índices superiores à média nacional, especialmente nas formas grave e moderada, que afetam severamente as populações rurais, quilombolas e as periferias urbanas. Para enfrentar essa realidade, o estado tem articulado estratégias intersetoriais fundamentadas no SISAN (Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional), destacando-se a Rede de Restaurantes Populares: A maior rede do país, que garante refeições nutricionalmente balanceadas a preços simbólicos; o fortalecimento da Agricultura Familiar: Programas de compras governamentais (como o PAA e PNAE) que conectam o pequeno produtor diretamente ao prato de quem mais precisa, fomentando a economia local; Acesso à Água: Implementação de cisternas de consumo e produção, essenciais para a resiliência no Semiárido maranhense; Combate ao desperdício, por meio do Banco de Alimentos; Políticas de Transferência de Renda: Complementação e busca ativa via Cadastro Único para garantir que benefícios como o Bolsa Família alcancem os bolsões de pobreza extrema. A convergência entre o Plano Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional (PLANSAN) e as diretrizes federais do plano "Brasil Sem Fome" busca não apenas o alívio imediato da fome, mas a garantia do Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA) de forma sustentável e permanente.
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UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM POLÍTICAS PÚBLICAS
REVISTA DE POLÍTICAS PÚBLICAS
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