Deleuze e Guattari e o conceito de agenciamento: contribuições para a noção de estruturação, caotização e subjetivação poética

Autores/as

  • Diego Frank Marques Cavalcante Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa)

Palabras clave:

Esquizoanálise, Subjetividade, Singularidade, Micropolítica

Resumen

O objetivo deste artigo é apresentar contribuições da filosofia da diferença para pensar as relações entre caos, estrutura e sujeito. Para isso, destacaremos o conceito de agenciamento na perspectiva de Deleuze e Guattari. No agenciamento, sujeito e estrutura perdem seu caráter central, genético, universal e causal e se tornam “peças” de um funcionamento coletivo, instável e emergente. O agenciamento é o cofuncionamento entre multiplicidades que acoplam máquinas, semióticas e subjetivações heterogêneas que são constantemente movimentadas pela ação do caos. Para a filosofia da diferença, interessam os processos singulares produzidos nos agenciamentos e não uma suposta estrutura comum universal. Nessa trama, sujeito, estrutura e caos são possíveis variáveis do agenciamento. Isso significa que variam entre produtos e produtores em consonância com o funcionamento do agenciamento. Neste sentido, para compreender a dinâmica de produto-produtor dos agentes, sugerimos três tipos extremos de agenciamento: estruturação, caotizante e de subjetivação poética. No primeiro, temos a predominância das estruturações que se diferenciam para conservar seu território. Na segunda, temos a dominância da ação caótica que desterritorializa as estruturações, bem como as subjetivações. Na terceira, temos o processo de subjetivação poética no qual, pelas condições de flexibilidade do agenciamento, produzem maquinações, expressões e existências singulares no agenciamento.

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Citas

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Publicado

2026-06-30

Cómo citar

Cavalcante, D. F. M. (2026). Deleuze e Guattari e o conceito de agenciamento: contribuições para a noção de estruturação, caotização e subjetivação poética. Revista Interdisciplinar Em Cultura E Sociedade, 12(1), 18–36. Recuperado a partir de https://www.periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/ricultsociedade/article/view/29873

Número

Sección

Artigos Área Livre