Deleuze e Guattari e o conceito de agenciamento: contribuições para a noção de estruturação, caotização e subjetivação poética
Palavras-chave:
Esquizoanálise, Subjetividade, Singularidade, MicropolíticaResumo
O objetivo deste artigo é apresentar contribuições da filosofia da diferença para pensar as relações entre caos, estrutura e sujeito. Para isso, destacaremos o conceito de agenciamento na perspectiva de Deleuze e Guattari. No agenciamento, sujeito e estrutura perdem seu caráter central, genético, universal e causal e se tornam “peças” de um funcionamento coletivo, instável e emergente. O agenciamento é o cofuncionamento entre multiplicidades que acoplam máquinas, semióticas e subjetivações heterogêneas que são constantemente movimentadas pela ação do caos. Para a filosofia da diferença, interessam os processos singulares produzidos nos agenciamentos e não uma suposta estrutura comum universal. Nessa trama, sujeito, estrutura e caos são possíveis variáveis do agenciamento. Isso significa que variam entre produtos e produtores em consonância com o funcionamento do agenciamento. Neste sentido, para compreender a dinâmica de produto-produtor dos agentes, sugerimos três tipos extremos de agenciamento: estruturação, caotizante e de subjetivação poética. No primeiro, temos a predominância das estruturações que se diferenciam para conservar seu território. Na segunda, temos a dominância da ação caótica que desterritorializa as estruturações, bem como as subjetivações. Na terceira, temos o processo de subjetivação poética no qual, pelas condições de flexibilidade do agenciamento, produzem maquinações, expressões e existências singulares no agenciamento.
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