Corpos (de estudo) e educação decolonial: interculturalidade na Técnica Silvestre de Dança

Autores

DOI:

https://doi.org/10.18764/2358-4319v19e26835

Palavras-chave:

corpos de estudo, educação decolonial, técnica Silvestre de dança

Resumo

O artigo propõe uma reflexão sobre corpo, decolonialidade e educação a partir da Técnica Silvestre de Dança, criada por Rosangela Silvestre. A pesquisa toma como campo empírico o processo de treinamento Intensivo de janeiro de 2025, que representa uma história de 30 anos de cursos realizados em Salvador, Bahia, numa experiência educativa que articula movimento, ancestralidade e interculturalidade crítica. O estudo assume o corpo como ponto de partida para a produção de conhecimento e a dança como elemento epistemológico, pedagógico e político, que realça rupturas com lógicas racionalistas para a desestabilização de poderes coloniais. O uso dos caderninhos como diários de campo reforça a dimensão reflexiva da prática, enraizada em memórias coletivas e cosmologias afro-diaspóricas e indígenas, que contribui para a criação de consciências encarnadas no pensamento crítico. A proposta afasta o corpo da posição de explorações enquanto objeto, afirmando-o como potência de reorganização de conceitos, de modo a conceber a noção de “corpos de estudos” nas ciências humanas. Por meio de uma metodologia que se constrói na feitura da escrita acadêmica, em interseção com a arte, que materializa a luta decolonial, o trabalho aceita os enigmas e convoca à escuta dos chamados como forma de reencantamento do saber, numa encruzilhada entre pedagogias libertadoras, de autonomia, interculturais e centradas na sapiência da corporalidade. Celebra-se o diálogo com Catherine Walsh (2009), Paulo Freire (1987), Luiz Rufino (2017), Leda Martins (2021), Nego Bispo (2021), bell hooks (2020) e Rosangela Silvestre (2025).

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Biografia do Autor

Marcela Botelho Brasil, Universidade do Estado da Bahia

Mestre em Dança pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e Doutoranda em Educação e Contemporaneidade pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Bolsista CAPES de Demanda Social (DS), anteriormente Bolsista CAPES do Programa de Doutorado Sanduíche no Exterior (PDSE). Artista da Dança com carreira nacional e internacional, é professora de Educação Física, Yoga e outras corporalidades, que incluem a Técnica Silvestre de Dança. Vinculada ao Grupo de Pesquisa Educação, Desigualdades e Diversidades (UNEB) e Grupo GIRA – Grupo de Pesquisa em Culturas Indígenas, Repertórios Afro-Brasileiros e Populares (UFBA).

Lívia Alessandra Fialho da Costa, Universidade do Estado da Bahia

Doutora em Antropologia e Etnologia pela École de Hautes Études en Sciences Sociales (EHESS-Paris). Professora Titular Plena da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), Campus I - Salvador. É pesquisadora no Programa de Pós-Graduação em Educação e Contemporaneidade (PPGEDUC/UNEB).  Bolsista de Produtividade do CNPq. Coordenadora do Grupo de Pesquisa Educação, Desigualdades e Diversidades (UNEB).

Referências

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Publicado

2026-05-29

Como Citar

BRASIL, Marcela Botelho; COSTA, Lívia Alessandra Fialho da. Corpos (de estudo) e educação decolonial: interculturalidade na Técnica Silvestre de Dança. Revista Educação e Emancipação, São Luís, v. 19, p. e-26835, 2026. DOI: 10.18764/2358-4319v19e26835. Disponível em: https://www.periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/reducacaoemancipacao/article/view/26835. Acesso em: 4 jun. 2026.