As bibliotecas universitárias como incentivadoras da memória
DOI:
https://doi.org/10.18764/2526-6160v25n1e27277Palavras-chave:
bibliotecas universitárias, memória institucional, Ciência da InformaçãoResumo
Muito se discute sobre a memória e os espaços responsáveis por preservá-la e transmiti-la às gerações futuras. A memória, enquanto capacidade humana de registrar experiências e saberes, manifesta-se em lugares materiais, funcionais e simbólicos. As Bibliotecas Universitárias, nesse contexto, podem ser compreendidas como lugares de memória, por atuarem na custódia, organização e difusão do conhecimento acumulado pela humanidade, considerando as particularidades dos usuários e a comunidade acadêmica que atendem. Este estudo tem como objetivo analisar a Biblioteca Sant’Ana como lugar de memória, evidenciando suas práticas e estratégias de preservação e promoção do saber. A metodologia adotada baseou-se em pesquisa bibliográfica, com consulta a bases de dados acadêmicas, além da
análise de documentos institucionais da referida faculdade, enquadrando-se em um estudo de caso. A discussão abrange conceitos sobre memória, cultura e a função social das bibliotecas, propondo estratégias para fortalecer o papel da Biblioteca Sant’Ana como espaço simbólico, dinâmico e educativo. Os resultados apontam que a biblioteca apresenta iniciativas relevantes como atualização semestral do acervo, espaços de estudo diversificados e vínculo com o Núcleo de Arte e Cultura, criado em 2024. Ainda assim, identifica-se a necessidade de ampliar ambientes físicos, implementar sistemas automatizados de informação e investir em ações que valorizem a história institucional. Conclui-se que a Biblioteca Sant’Ana se configura como organismo em crescimento e possui potencial significativo para consolidar-se
como lugar de memória no ambiente universitário.
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