Paradigmas na educação especial e inclusiva
entre o auxílio técnico, o cuidado e a mediação pedagógica
Palavras-chave:
Educação Especial, Profissional Auxiliar, Educação InclusivaResumo
O artigo analisa os paradigmas da atuação do auxiliar na Educação Especial Inclusiva, focando em sua regulamentação e na construção da identidade profissional. A pesquisa de abordagem qualitativa, por meio de revisão bibliográfica e documental, revela que a precarização da função decorre de um vácuo normativo que desnatura o papel pedagógico. Os resultados demonstram que a carência de diretrizes claras converte a mediação em assistência segregadora, gerando uma escola dentro da escola que obstrui a autonomia e a interação do estudante com seus pares. Conclui-se que a inclusão efetiva exige que a legislação vigente seja amplamente conhecida e praticada, superando modelos de atuação isolada mediante políticas públicas que institucionalizem a função. Assim, a identidade do auxiliar deve ser legitimada por meio da formação específica e do planejamento coletivo, consolidando sua atuação em uma rede de ensino colaborativa.
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