Da teoria à conservação
(in)efetividade das parcerias na requalificação do patrimônio edificado tombado da UFMA
DOI:
https://doi.org/10.18764/2178%202865v30n1e%2027850Parole chiave:
patrimônio edificado; tombamento; requalificação; Fábrica Progresso; UFMA.Abstract
Este artigo examina a inefetividade das parcerias na requalificação do patrimônio edificado tombado da Universidade Federal do Maranhão, tendo por caso a antiga Fábrica Progresso, destinada a Museu-Escola e Curso de Arqueologia. O objetivo é compreender como o descompasso entre norma e prática afeta prazos, custos e desfechos contratuais. Adota-se estudo de caso, com pesquisa documental administrativa, mineração de dados para medir durações e valores, e análise de conteúdo de despachos para classificar obstáculos jurídicos, administrativos e técnicos. Os resultados indicam que a reprovação da prestação de contas bloqueou repasses e levou à paralisação do canteiro por quinhentos e setenta e seis dias após cento e trinta e nove dias de obra, com predominância de tempo inativo e atraso entre medições e pagamento. A ociosidade gerou custos indiretos e deterioração do bem, culminando em nova contratação em dois mil e vinte e três com orçamento cerca de treze por cento maior. Conclui-se que falhas previsíveis de governança, e não imprevistos técnicos, explicam o desempenho e demandam medidas de gestão e transparência.
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