Recife, Ditadura e imaginário de uma época: O Agente Secreto como exercício de memória e crítica histórica

Autores/as

Palabras clave:

Ditadura civil-militar, cinema e memória, Representação histórica, Autoritarismo

Resumen

Este artigo analisa o filme O Agente Secreto (2025), de Kleber Mendonça Filho, como exercício de memória e crítica histórica sobre a Ditadura civil-militar brasileira. Ambientado no Recife dos anos 1970, o filme articula vigilância, folclore urbano e afetos sociais para representar a atmosfera de medo e controle que atravessou o cotidiano durante o regime. A análise dialoga com contribuições dos estudos de cinema, memória e poder, mobilizando autores como Marc Ferro, Robert Rosenstone, Maurice Halbwachs, Andreas Huyssen, Michel Foucault, Jacques Donzelot e Miriam Hermeto, de modo a compreender como o cinema opera como narrativa histórica, espaço de disputa simbólica do passado e dispositivo de elaboração da memória coletiva. A obra é comparada ainda com Pixote: A Lei do Mais Fraco (1980), de Hector Babenco, enfatizando diferentes estratégias de representação do autoritarismo e distintas formas de construção da memória da Ditadura. O artigo argumenta que O Agente Secreto reinscreve a Ditadura na memória urbana do Recife e evidencia a persistência de seus efeitos nas sensibilidades contemporâneas, reafirmando o cinema como ferramenta crítica de interpretação histórica e elaboração do autoritarismo.

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Citas

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Publicado

2026-06-30

Cómo citar

Castelo Branco, B. M. P. (2026). Recife, Ditadura e imaginário de uma época: O Agente Secreto como exercício de memória e crítica histórica. Revista Interdisciplinar Em Cultura E Sociedade, 12(1), 70–81. Recuperado a partir de https://www.periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/ricultsociedade/article/view/29876

Número

Sección

Artigos Área Livre