https://www.periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/terradepretos/issue/feed Terra de Pretos 2026-03-27T00:00:00-03:00 Equipe Editoral Terra de Pretos terradepretos@ufma.br Open Journal Systems <p>A <strong>Terra de Pretos, </strong>é uma publicação científica multidisciplinar da Universidade Federal do Maranhão, do Centro de Ciências de Codó e do Programa de Pós-Graduação em Ensino na Educação Básica, com o objetivo de promover e divulgar pesquisas nacionais e internacionais sobre História, Educação, Ensino, Ciências e Matemática. A <strong>Terra de Pretos</strong> traz em seu nome uma homenagem ao município de Codó que historicamente e antropologicamente é conhecido como “Terra de Pretos”.</p> <p><strong>ISSN 2675-7028</strong></p> <p>A revista mantém publicação com periodicidade anual em fluxo contínuo.</p> <p><strong>Qualis/CAPES (2021-2024): B3</strong></p> <p>A revista possui o <em>Digital Object Identifier </em>(DOI) a partir das edições de 2025.</p> https://www.periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/terradepretos/article/view/28793 Linguagem cinematográfica na formação de professores de surdos 2026-02-28T17:57:32-03:00 Eduarda Kawase eduardakawase@estudante.ufscar.br Otávio Santos Costa otavio.costa@ufma.br <p>O presente relato de experiência está situado no campo da formação de professores e outros profissionais interessados na educação de alunos surdos e tem como objetivo apresentar algumas relações estabelecidas a partir das vivências de uma oficina de cinema e as possibilidades de ações pedagógicas na educação básica baseadas nessa prática. O relato de experiência se constituiu pela observação participante dos ministrantes do minicurso. Como resultados, todo o processo do minicurso proporcionou a discussão conjunta entre professores e estudantes interessados na educação de surdos, tendo como ponto de partida que a língua de sinais está inscrita na modalidade visual, e também possibilitou conhecimentos aos participantes de elementos básicos para criar narrativas visuais com estudantes surdos, considerando e respeitando a singularidade linguística e cultural desse público.</p> 2026-03-27T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://www.periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/terradepretos/article/view/28815 Formação continuada e inclusão de alunos com TEA 2026-03-04T11:22:49-03:00 Cleomar Rodrigues da Silva cleomar.rs@discente.ufma.br Paulo Roberto de Jesus Silva paulo.rjs@ufma.br <p>Este artigo teve como objetivo geral analisar a contribuição da formação continuada de professores para o fortalecimento das práticas pedagógicas inclusivas voltadas a estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) na educação básica. Os objetivos específicos, foram: apresentar produções científicas nacionais e internacionais sobre formação continuada e inclusão de estudantes com TEA; identificar os principais referenciais teóricos que fundamentam as práticas inclusivas e a formação docente nesse contexto; e refletir sobre os desafios, limites e contribuições apontados pela literatura acerca da formação continuada para a inclusão escolar. Este estudo caracteriza-se como uma pesquisa de abordagem qualitativa, de natureza exploratória e descritiva, fundamentada em revisão bibliográfica integrativa e análise documental. Essa abordagem possibilita a compreensão aprofundada dos fenômenos educacionais a partir da interpretação de dados textuais e normativos. Para a revisão bibliográfica foram identificados 20 artigos científicos, dos quais, após aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, 6 foram selecionados e utilizados na análise final, por atenderem plenamente aos objetivos da pesquisa, selecionados nas bases SciELO e Google Scholar. Os critérios de inclusão envolveram publicações em português, disponíveis na íntegra e com relação direta aos objetivos da pesquisa. Foram excluídos trabalhos duplicados, estudos sem revisão por pares e produções que não abordassem o tema central. Conclui-se que, apesar da robustez do marco legal, sua implementação exige investimentos em capacitação docente e mudanças estruturais, reafirmando que a verdadeira inclusão só se concretiza com aprendizagem significativa, sendo a formação continuada o eixo central para transformar princípios teóricos em realidade educacional.</p> 2026-03-27T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://www.periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/terradepretos/article/view/28817 A maquete tátil como recurso pedagógico para a inclusão de estudantes com deficiência visual no ensino de geografia 2026-03-05T10:19:07-03:00 Elinalva Oliveira Lima elinalva.oliveira@discente.ufma.br <p>Este trabalho apresenta um relato de experiência desenvolvido em 2023, no Centro de Ensino Fundamental Lourdes Coelho, em Timbiras-MA, a partir da atuação docente no ensino de Geografia. A experiência emergiu diante da presença de dois estudantes com deficiência visual nas turmas do oitavo e nono ano, evidenciando desafios no ensino da cartografia escolar. Inicialmente, estratégias de ampliação textual mostraram-se insuficientes para garantir acesso aos conteúdos espaciais. Diante disso, foi elaborada uma maquete tátil, tomando como referência o mapa altimétrico do Maranhão e utilizando sementes e grãos vinculados à realidade sociocultural dos estudantes. A proposta foi posteriormente ampliada para as demais turmas, por meio de oficinas colaborativas de construção cartográfica. A experiência indicou que a maquete tátil favoreceu a mediação da aprendizagem, ampliou a participação dos estudantes e tensionou práticas pedagógicas centradas exclusivamente no visual. Conclui-se que a diversificação de linguagens e a contextualização territorial constituem estratégias relevantes para a promoção da inclusão no ensino de Geografia. </p> 2026-03-27T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://www.periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/terradepretos/article/view/28836 Diálogos acerca da mediação de leitura como recurso pedagógico na educação infantil 2026-03-07T18:50:05-03:00 Isabely Alves Vieira isabelyalvesvieira587@gmail.com Marta Adriana de Souza Araújo marthadryana999@gmail.com <p>Este trabalho analisa a importância da mediação de leitura como recurso pedagógico para o desenvolvimento da leitura e escrita na Educação Infantil, integrando-se ao eixo de Ensino &amp; Linguagens. O objetivo central é investigar como a atuação estratégica do professor influencia o comportamento leitor infantil. A fundamentação teórica contempla estudos de Soares (2000), Silva (2025), Michèle Petit (2010), as diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), bem como, uma discussão acerca dos dados estatísticos do Instituto Pró-livro (2024). Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa bibliográfica e de campo, com abordagem qualitativa, realizada no CEI Diva Corvelo, no município de Timbiras-MA, em 2022. Os dados coletados em campo foram confrontados com a 6ª edição da Pesquisa Retratos da Leitura no Brasil. Os instrumentos de coleta incluíram questionários aos docentes, observação participante e registros fotográficos. Os resultados demonstram que a influência do professor é determinante, alinhado ao dado nacional de que 53% das crianças entre 5 e 10 anos leem por indicação docente e que as práticas de leitura utilizando recursos lúdicos inovadores, contribuem significativamente para o aprendizado das crianças, despertando o gosto pela leitura. Conclui-se que o fortalecimento da mediação ativa e a participação do professor na elaboração do currículo literário são essenciais para a democratização do acesso ao livro.</p> 2026-03-27T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://www.periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/terradepretos/article/view/28840 Modos de falar de si: tornar-se professora na educação infantil 2026-02-27T09:27:34-03:00 Roseane de Sousa da Conceição roseane.sc@discente.ufma.br Joelson de Sousa Morais joelson.morais@ufma.br <p>O presente trabalho é um relato de experiência que visa analisar os desafios no início da docência como professora atuante da educação infantil na rede municipal de Timbiras-MA. O início na docência é marcado a partir de inseguranças que na graduação não apresenta uma fórmula mágica para entender cada detalhe, cada desafio, ou sentimento. Entende-se que, aprendemos a ser docentes na prática diária, e nos detalhes que vivenciamos cotidianamente na escola. Assim, este relato de experiência fundamenta-se em autores que discutem sobre a docência como um processo de formação contínua. Nóvoa, defende que a identidade docente é algo construído na prática diária, não como algo pronto, ou inacabado. A pesquisa é de abordagem qualitativa refletiva, e adota o método narrativo, apresentando a necessidade de entender as narrativas autobiográficas como um campo de formação científica na educação. Os resultados deixam claro que algumas questões dificultam a aprendizagem como professora na educação infantil, e entre eles a insegurança que apresentam gatilhos, mas que é um meio que fortalece a própria identidade como sujeito muitas vezes tímido, introvertido, e que necessita estar apto a se encaixar nesse espaço lúdico, mas complexo que a educação infantil.</p> 2026-03-27T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://www.periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/terradepretos/article/view/28842 A docência na primeira infância e o desenvolvimento da linguagem oral 2026-03-07T17:47:57-03:00 Sullimary Cardoso da Silva sullimarysilva@gmail.com PAULO ROBERTO DE JESUS SILVA paulo.rjs@ufma.br <p>A Educação Infantil constitui etapa fundamental para o desenvolvimento integral da criança, especialmente no que se refere à construção da linguagem oral. Este trabalho apresenta um relato de experiência docente desenvolvido com crianças de 1 a 2 anos, em uma instituição de Educação Infantil de Teresina–PI, com o objetivo de analisar os processos de aquisição e desenvolvimento da linguagem nas interações cotidianas, destacando o papel da mediação pedagógica. Fundamentado na perspectiva histórico-cultural de Vygotsky (2008) e nos estudos sobre aquisição da linguagem de Aimard (1998), Grolla (2006, 2014) e Oliveira, Braz-Aquino e Salomão (2016), o estudo adotou abordagem qualitativa, com revisão bibliográfica, observação direta e registros em diário de campo durante atividades planejadas, como contação de histórias, músicas e brincadeiras simbólicas, em consonância com as orientações da BNCC (Brasil, 2017). Os resultados evidenciaram que a linguagem se desenvolve de forma progressiva, articulando dimensões cognitivas, sociais e interacionais, e que práticas intencionais ampliam significativamente o repertório vocabular, as combinações lexicais e a iniciativa comunicativa das crianças. Observou-se ainda que os chamados “erros” fonológicos e generalizações gramaticais integram o processo natural de desenvolvimento. Conclui-se que a atuação docente planejada e teoricamente fundamentada constitui elemento estruturante para potencializar experiências comunicativas e favorecer avanços qualitativos na primeira infância.</p> 2026-03-27T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://www.periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/terradepretos/article/view/28844 Contribuições do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação a Docência (PIBID) para a alfabetização de crianças dos anos iniciais: 2026-03-04T16:28:26-03:00 Welliny Victória vs6618912@gmail.com Cristiane Dias Martins da Costa cristiane.dmc@ufma.br <p>O presente relato de experiência intitulado Contribuições do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID) para a alfabetização de crianças dos anos iniciais: um relato de experiência. Trata de uma experiência vivenciada como bolsistas no projeto de Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior do curso de Pedagogia do Centro de Ciências de Codó da Universidade Federal do Maranhão durante o período de dois meses. O relato tem como objetivo analisar quais foram as contribuições do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID) na alfabetização dos alunos dos anos iniciais de uma escola pública do município de Codó. Metodologicamente, analisa como as atividades foram realizadas, quais eram as observações, o local onde ocorreu e com quais alunos. Concluímos o relato de experiência descrevendo os resultados obtidos ao longo dos meses trabalhados, e refletindo sobre o papel principal do PIBID, explicando como essa política pública é de suma importância na vida dos discentes acadêmicos e dos alunos dos anos iniciais.</p> 2026-03-27T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://www.periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/terradepretos/article/view/28874 Ser Mestranda 2026-03-04T10:18:25-03:00 Aldineia Lima Costa aldineia.lima@discente.ufma.br Joelson de Sousa Morais joelson.morais@ufma.br <p>Este relato de experiência tem como objetivo refletir sobre o processo formativo vivenciado no primeiro semestre do Mestrado Profissional em Educação pelo Programa de Pós-Graduação em Ensino na Educação Básica (PPEEB), destacando as mudanças conceituais, metodológicas e identitárias decorrentes dessa trajetória. A partir de uma abordagem narrativa e autobiográfica, analisa-se como as leituras acadêmicas, as produções escritas e os debates em sala contribuíram para a ampliação do olhar crítico sobre a própria prática e para a construção da identidade como pesquisadora em formação. O percurso evidencia que ser mestranda implica enfrentar desafios, revisitar concepções, ressignificar experiências e assumir uma postura investigativa diante do cotidiano profissional. Assim, o mestrado configura-se não apenas como espaço de qualificação acadêmica, mas como processo de transformação pessoal e constituição identitária.</p> 2026-03-27T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://www.periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/terradepretos/article/view/28875 Seminário de práticas exitosas e o desenvolvimento da gestão escolar 2026-02-28T09:41:05-03:00 Aldineia Lima Costa aldineia.lima@discente.ufma.br Roselha Silva Machado roselha.silva@discente.ufma.br Joelson de Sousa Morais joelson.morais@ufma.br <p>A formação continuada de gestores e supervisores escolares constitui um elemento fundamental para o fortalecimento da gestão pedagógica e para a melhoria dos processos educacionais. Nesse contexto, o município de Timbiras, localizado no estado do Maranhão desenvolve o Seminário de Práticas Exitosas como uma estratégia formativa voltada à socialização, análise e reflexão de experiências pedagógicas exitosas apresentadas aos profissionais que integram a equipe gestora da rede municipal de ensino. O presente artigo tem como objetivo relatar e analisar a experiência do Seminário de Práticas Exitosas enquanto ação de formação continuada para gestores e supervisores da rede municipal de ensino. Trata-se de um relato de experiência, de natureza qualitativa e descritivo-reflexiva, fundamentado na observação participante e na análise das contribuições formativas do evento. Os resultados evidenciam que o seminário se configura como um espaço de aprendizagem coletiva, fortalecimento da liderança pedagógica e ampliação do repertório de práticas de acompanhamento e intervenção pedagógica. Conclui-se que a iniciativa contribui significativamente para o desenvolvimento profissional dos gestores e supervisores, ao reconhecer a prática como fonte de conhecimento e ao promover a articulação entre teoria e prática no contexto da gestão escolar.</p> 2026-03-27T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://www.periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/terradepretos/article/view/28894 A contribuição das atividades lúdicas no aprendizado das crianças 2026-03-05T10:21:41-03:00 Celiane Paiva Alves celiane.paiva@discente.ufma.br Luís Danilo Lima dos Santos luis.danilo@discente.ufma.br Cristiane Dias Martins da Costa cristiane.dmc@ufma.br <p>Este relato apresenta uma experiência desenvolvida no âmbito do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), com foco no uso da ludicidade como estratégia pedagógica no ensino de Matemática e Língua Portuguesa, fundamentando-se nas contribuições teóricas de Lev Vygotsky (1991), Gilles Brougère (1973), Paulo Freire (1987), Magda Soares e Laurence Bardin (2011), além de estudos recentes de Caroline Soares (2023) e Rosa et al. (2024). O objetivo do trabalho foi analisar de que forma as práticas lúdicas contribuem para o processo de ensino e aprendizagem, tornando-o mais prazeroso, significativo e favorecendo o desenvolvimento das crianças. A pesquisa adotou uma abordagem qualitativa, fundamentada em levantamento bibliográfico e na vivência pedagógica realizada com seis crianças do 4º ano do Ensino Fundamental I, em uma escola pública do município de Codó–MA. As atividades foram planejadas e desenvolvidas ao longo de dois meses, utilizando jogos pedagógicos como cartas com trechos de histórias, bingo matemático e dominó de rimas, com registros feitos por meio de observações e anotações em diário de campo. Os resultados indicaram que a ludicidade favoreceu maior participação, interesse e envolvimento das crianças nas aulas, além de contribuir para a compreensão dos conteúdos, o fortalecimento das relações interpessoais e a ressignificação de experiências escolares anteriores. Conclui-se que as atividades lúdicas se mostraram eficazes no processo de aprendizagem, evidenciando seu potencial como prática pedagógica significativa no contexto escolar.</p> 2026-03-27T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://www.periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/terradepretos/article/view/28896 A literatura infantil como estratégia de formação leitora na educação infantil 2026-02-28T14:51:50-03:00 Roselha Silva Machado roselha.silva@discente.ufma.br Aldineia Lima Costa aldineia.lima@discente.ufma.br Alice Juliana de Sousa alice.juliana@discente.ufma.br Vanderleia de Araújo Conceição vanderleia.ac@discente.ufma.br <p>O presente artigo apresenta a implementação do projeto institucional “Era uma Vez – Contando Histórias, Criando Leitores”, desenvolvido nas cinco instituições municipais de Educação Infantil de Timbiras (MA). A proposta foi elaborada pela Coordenação de Educação Infantil e pelas supervisoras pedagógicas, a partir de diagnóstico realizado com os professores da rede, que indicou a literatura infantil como demanda prioritária. O estudo caracteriza-se como pesquisa qualitativa, configurando-se como relato de experiência de natureza interventiva. As ações envolveram leitura literária mediada, reorganização dos espaços de leitura, socialização de narrativas, resgate declássicos da literatura infantil e participação das famílias, incluindo incentivo à redução do tempo de exposição das crianças às telas. Os resultados evidenciaram maior engajamento institucional, fortalecimento da mediação docente, ampliação da oralidade infantil e significativa participação familiar. Conclui-se que a inserção sistemática da literatura infantil, alinhada à Base Nacional Comum Curricular, contribui para o desenvolvimento linguístico, cultural e socioemocional das crianças, consolidando a literatura como eixo estruturante do currículo da Educação Infantil.</p> 2026-03-27T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://www.periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/terradepretos/article/view/28897 Letramento digital 2026-03-05T10:13:18-03:00 Fernanda Oliveira de Aguiar fernandaaguiardr@gmail.com Maria Evelta Santos de Oliveira mariaeveltasoliveira@gmail.com Kelly Lorrany de Sousa Lima kellylorrany@gmail.com <p>Esta pesquisa é resultado de um estudo desenvolvido no âmbito de uma especialização, e abordou os conceitos de alfabetização, letramento e letramento digital, destacando que, embora este último seja um termo relativamente recente na literatura educacional, já assume significativa relevância no contexto contemporâneo. Considerando a crescente presença das tecnologias digitais na sociedade e, especialmente, no ambiente escolar, a pesquisa teve como objetivo analisar se professores dos anos finais do Ensino Fundamental compreendem o significado de letramento digital, bem como verificar se diferenciam os conceitos de alfabetização e letramento. Buscou-se ainda investigar a importância atribuída ao letramento digital na prática pedagógica e identificar a utilização de recursos tecnológicos nas aulas. A investigação foi desenvolvida a partir de uma abordagem qualitativa, com aplicação de questionário a docentes dos anos finais do Ensino Fundamental. A fundamentação teórica baseou-se, principalmente, nas contribuições de Magda Soares (2002, 2004, 2009), referência nos estudos sobre alfabetização. Os resultados indicaram que os professores reconheceram a relevância do letramento digital para a prática pedagógica e relataram utilizar recursos tecnológicos sempre que as condições institucionais permitiram. Concluiu-se que o letramento digital constitui elemento essencial para a atuação docente na contemporaneidade, reforçando a necessidade de investimentos em infraestrutura e formação continuada.</p> 2026-03-27T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://www.periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/terradepretos/article/view/28926 Práticas inclusivas para estudantes com Transtorno do Espectro Autista 2026-03-06T08:44:39-03:00 Wytabyara Cardoso wytabyara.sales@discente.ufma.br Paulo Roberto de Jesus Silva paulo.rjs@ufma.br <p>Este relato de experiência aborda práticas pedagógicas desenvolvidas com um aluno de quatro anos diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA) na Educação Infantil, em uma escola pública com limitações estruturais. O objetivo foi refletir sobre estratégias inclusivas capazes de favorecer o desenvolvimento comunicacional, social e motor da criança, considerando sua singularidade. A pesquisa caracteriza-se como qualitativa, descritiva e interventiva, fundamentada na observação sistemática do cotidiano escolar, planejamento intencional, adaptação de materiais, organização de rotina visual e mediação das interações, com participação ativa da família. Os resultados evidenciaram ampliação do repertório verbal, maior permanência em sala, avanços na coordenação motora fina e progressos na interação com os pares. Conclui-se que a inclusão, quando sustentada por prática reflexiva, parceria família-escola e fundamentação teórica consistente, promove desenvolvimento significativo e o respeito à singularidade de cada criança.</p> 2026-03-27T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://www.periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/terradepretos/article/view/28933 Educação e cidadania na EJAPI 2026-03-04T15:39:33-03:00 Raimundo Nonato Sousa da Silva raimundo.nonato2@discente.ufma.br Deuzimar Costa Serra campuscodo@uema.br Joanete Lima Maciel joanete.maciel@discente.ufma.br <p>Este trabalho apresenta resultados parciais de pesquisa de mestrado que investiga a Educação de Jovens, Adultos e Pessoas Idosas (EJAPI) como espaço de formação crítica para o exercício da cidadania e da participação política no município de Timbiras – MA. O objetivo central é compreender as concepções de cidadania presentes nos discursos e nas práticas pedagógicas desenvolvidas nessa modalidade de ensino, articulando ensino e linguagem como mediações fundamentais da formação política. A pesquisa caracteriza-se como qualitativa, de natureza aplicada e caráter interventivo, fundamentada na pesquisa-ação freireana. A produção de dados ocorre por meio de observação participante, entrevistas semiestruturadas e rodas de conversa, com análise orientada pela técnica de análise de conteúdo. Os resultados preliminares indicam que, quando orientada por práticas dialógicas e contextualizadas, a EJAPI pode fortalecer o protagonismo discente, ampliando a consciência crítica acerca dos direitos sociais e da participação democrática.</p> 2026-03-27T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://www.periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/terradepretos/article/view/28942 Da prática eventual à experiência formativa 2026-03-05T10:08:17-03:00 Jardiele da Silva de Sousa jardiele.silva@discente.ufma.br Cristiane Dias Martins da Costa cristiane.dmc@ufma.br <p>O presente trabalho apresenta um relato de experiência com abordagem qualitativa de caráter descritivo-analítico, desenvolvido em um Centro de Educação Infantil localizado no município de Timbiras – MA, a partir da implementação do projeto “A arte de contar e encantar”. A proposta surgiu da observação de que, apesar do comprometimento das docentes com as demandas pedagógicas, a contação de histórias vinha sendo realizada predominantemente em datas comemorativas, não se configurando como prática sistemática na rotina escolar. Diante disso, o projeto buscou inserir a narração de histórias de forma contínua ao longo da semana, com o objetivo de fortalecer a escuta, a imaginação e o desenvolvimento da linguagem oral das crianças. A experiência evidenciou, inicialmente, dificuldades relacionadas à concentração e ao hábito de ouvir narrativas, aspecto que foi gradativamente transformado ao longo da intervenção. Fundamentado em autores como Busatto (2006), Corsino (2021) dentre outros que discutem literatura infantil, mediação e desenvolvimento da linguagem, o estudo evidencia a importância da contação de histórias como prática pedagógica estruturante na Educação Infantil.</p> 2026-03-27T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://www.periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/terradepretos/article/view/28945 Formação continuada em educação para as relações étnico-raciais na educação infantil 2026-02-28T20:33:08-03:00 Francisca Eliete de Souza Braga elieteybraga@gmail.com Drielly Ribeiro Mota dry_ll@hotmail.com <p>Este artigo apresenta um relato de experiência acerca da atuação como formadora e colaboradora na Jornada Pedagógica de 2026 do município de Codó-MA, com foco na Educação para as Relações Étnico-Raciais na Educação Infantil. A formação foi concebida como espaço de problematização das práticas pedagógicas frente aos desafios da implementação das políticas antirracistas no contexto escolar. Metodologicamente, foram articulados momentos expositivos, análise de vídeos disparadores e oficinas práticas de construção de sequências didáticas e brincadeiras de matrizes africanas e indígenas. A vivência evidenciou que o tema, embora sensível e mobilizador de memórias e emoções, revelou-se fundamental para a compreensão do racismo estrutural e para o avanço do letramento racial entre os docentes bem como o planejamento que fora articulado para a organização e intencionalidade mediante a proposta abordada. Os depoimentos compartilhados, inclusive marcados por emoção, demonstraram tanto a presença do racismo nas trajetórias pessoais quanto lacunas formativas ainda existentes. Conclui-se que a formação continuada, quando fundamentada teoricamente e ancorada na realidade do território, constitui estratégia essencial para a consolidação de práticas pedagógicas antirracistas desde a primeira infância. Esse relato se fundamenta teoricamente e metodologicamente nas/os seguintes autoras/es: Almeida (2019), Gomes (2017), Miguel Arroyo (2013), entre outras/os.</p> 2026-03-27T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://www.periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/terradepretos/article/view/28947 Mediação literária na educação básica 2026-03-07T18:11:40-03:00 Silvana Oliveira do Nascimento silvana.nascimento@discente.ufma.br Temys Rose Pereira da Silva Sousa temys.sousa@discente.ufma.br <p>O presente estudo faz parte da pesquisa de mestrado e trata sobre o tema mediação literária na Educação Básica com o objetivo geral de refletir e analisar as práticas pedagógicas realizadas em duas etapas de ensino: Educação Infantil e Ensino Fundamental na modalidade EJAI, a partir do conceito de mediação literária, apresentado como elemento crucial para a formação de um sujeito-leitor. Destacando o direito do aluno de ter acesso à literatura e todos os impactos positivos provenientes desse contato. Reforça ainda que a mediação literária não pode ser reduzida a simples oferta de textos literários aos estudantes, mas constitui-se como um trabalho realizado com intencionalidade, planejamento e condições efetivas para que ocorra a conexão afetiva do aluno com o texto e a leitura. Trata-se de um estudo de natureza qualitativa, de caráter descritivo e exploratório, que será realizado a partir de pesquisa bibliográfica e de campo, a fim de avaliar como as práticas de leitura se configuram em duas etapas importantes da Educação Básica: Educação Infantil e Anos Finais do Ensino Fundamental, na modalidade EJAI, desenvolvido em quatro escolas da rede pública municipal de Codó-MA, com o intuito de verificar as continuidades, especificidades e desafios. Como técnica de coleta de dados, serão realizadas: observação participante, entrevistas e aplicação de questionário com oito professores das instituições onde a pesquisa será desenvolvida.</p> 2026-03-27T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://www.periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/terradepretos/article/view/28949 Materiais autênticos no ensino de língua inglesa 2026-03-05T19:07:12-03:00 João Kaio Barros da Silva joao.kaio@discente.ufma.br Cristiane Dias Martins da Costa cristiane.dmc@ufma.br Claudiney Sousa de França Costa claudiney.franca@discente.ufma.br <p>Este estudo analisa produções acadêmicas brasileiras publicadas entre 2018 e 2025 com o objetivo de verificar em que medida o uso de materiais autênticos (Silva &amp; Timmermann, 2023) tem sido articulado aos cinco eixos da BNCC no ensino de Língua Inglesa, à luz da perspectiva do Inglês como Língua Franca - ILF (Seidlhofer, 2005). Trata-se de pesquisa qualitativa, de natureza bibliográfica (Pereira, 2019; Gil, 2023) e abordagem descritivo-analítica, baseada na análise de 11 artigos científicos. Os resultados indicam que, no cenário pós-BNCC, os materiais autênticos deixam de ser compreendidos apenas como estratégia motivacional e passam a relacionar-se à promoção da oralidade, leitura crítica, produção escrita situada, integração dos conhecimentos linguísticos e fortalecimento da dimensão intercultural. Contudo, sua efetividade depende da mediação docente, das condições estruturais e de maior rigor metodológico nas pesquisas sobre impactos na aprendizagem.</p> 2026-03-27T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://www.periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/terradepretos/article/view/28962 O que cabe num livro? 2026-03-05T10:11:08-03:00 Francisca Silva de Andrade franciscasilvadeandrade@edu.saoluis.ma.gov.br Antonia Adriana Vieira adrya1925@hotmail.com Gilvan da Silva Monteiro gilmonteiro75@outlook.com <p>O presente artigo resulta de uma pesquisa realizada durante o curso de especialização em alfabetização e letramento e analisa uma intervenção pedagógica realizada em uma turma de 3º ano do Ensino Fundamental, com o objetivo de promover o desenvolvimento da compreensão leitora e da autoria infantil por meio de práticas de leitura literária, diálogo coletivo e produção textual. A pesquisa caracteriza-se como qualitativa, de natureza interventiva, fundamentada nas contribuições teóricas de Solé (1998), Freire (2006), Vygotsky (1998), Ferreiro (2018), Grossi (2011), Wallon (2007), Saviani (2008) e Soares (2021), que concebem a leitura como prática social, mediada e formadora de sujeitos críticos. A intervenção foi organizada em três etapas: leitura compartilhada da obra “O que cabe num livro?”, roda de conversa para discussão das interpretações e produção de desenhos e textos autorais. Os dados foram coletados por meio de observação participante, diário de campo e análise das produções dos estudantes. Os resultados evidenciam avanços nas estratégias de compreensão leitora, fortalecimento da oralidade e indícios significativos de autoria, confirmando que práticas mediadas e dialógicas favorecem a consolidação da alfabetização articulada ao letramento. Conclui-se que o trabalho intencional com literatura no 3º ano contribui para a formação de leitores críticos, autônomos e socialmente participativos.</p> 2026-03-27T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://www.periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/terradepretos/article/view/28965 Transição da educação infantil para o ensino fundamental 2026-03-07T18:02:32-03:00 Semilla Rodrigues Soares Pereira Barbosa semilla.22rodrigues@gmail.com Cristiane Dias Martins da Costa cristiane.dmc@ufma.br Francisco da Silva Paiva francisco.paiva@ifma.edu.br <p>A transição da Educação Infantil para o Ensino Fundamental constitui um momento decisivo na trajetória escolar das crianças, podendo representar tanto continuidade quanto ruptura em seus processos de aprendizagem e desenvolvimento. Este estudo tem como objetivo geral compreender como se configura a mediação pedagógica no processo de transição entre a Educação Infantil e o Ensino Fundamental, a partir da perspectiva dos docentes. Como objetivos específicos, buscou-se: analisar as percepções e experiências das professoras quanto aos desafios e potencialidades desse processo; e identificar estratégias utilizadas para promover uma adaptação mais acolhedora e coerente com as especificidades da infância. A pesquisa caracteriza-se como qualitativa, de natureza descritivo-interpretativa, tendo sido realizada em duas unidades de ensino da rede municipal de Codó, Maranhão. Participaram do estudo duas professoras: uma atuante no Pré II da Educação Infantil e outra no 1º ano do Ensino Fundamental. A coleta de dados ocorreu por meio de instrumentos que possibilitaram compreender as concepções e práticas pedagógicas desenvolvidas no contexto da transição. Conforme Zanella (2023), o desenvolvimento infantil não se encerra na Educação Infantil, mas encontra continuidade no Ensino Fundamental, o que reforça a necessidade de articulação entre as etapas. Os resultados evidenciam que, embora haja reconhecimento da importância de uma transição planejada e acolhedora, persistem desafios relacionados à organização curricular, às expectativas de aprendizagem e à adaptação das crianças à nova rotina escolar. Conclui-se que a mediação pedagógica exerce papel central na garantia de uma transição que respeite os direitos de aprendizagem e promova continuidade no percurso formativo.</p> 2026-03-27T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://www.periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/terradepretos/article/view/28968 Paradigmas na educação especial e inclusiva 2026-03-05T13:02:22-03:00 Samuel Serra Ribeiro samuelserraribeiro@gmail.com Deuzimar Costa Serra deuzimarserra@professor.uema.br Ducenir Paz da Silva Carvalho ducenir.carvalho@discente.ufma.br <p>O artigo analisa os paradigmas da atuação do auxiliar na Educação Especial Inclusiva, focando em sua regulamentação e na construção da identidade profissional. A pesquisa de abordagem qualitativa, por meio de revisão bibliográfica e documental, revela que a precarização da função decorre de um vácuo normativo que desnatura o papel pedagógico. Os resultados demonstram que a carência de diretrizes claras converte a mediação em assistência segregadora, gerando uma escola dentro da escola que obstrui a autonomia e a interação do estudante com seus pares. Conclui-se que a inclusão efetiva exige que a legislação vigente seja amplamente conhecida e praticada, superando modelos de atuação isolada mediante políticas públicas que institucionalizem a função. Assim, a identidade do auxiliar deve ser legitimada por meio da formação específica e do planejamento coletivo, consolidando sua atuação em uma rede de ensino colaborativa.</p> 2026-03-27T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://www.periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/terradepretos/article/view/28972 Desmistificando o mestrado 2026-03-05T10:22:36-03:00 Tonhetina Costa de Almeida TONHETINADEALMEIDA@GMAIL.COM <p>O presente trabalho busca apresentar e discutir pontos de interesse que envolvem o imaginário acadêmico a respeito do ingresso e permanência no curso de mestrado, em especial, aos interessados que possuem resistência em realizar as seleções seja por temer a rigorosidade da seleção e desafios apresentados durante o curso, seja porque muitos municípios ou regiões ainda não possuem programas de pós-graduação <em>stricto sensu</em> de forma pública e gratuita. Com efeito, os programas de pós-graduação ainda permanecem de certa forma elitizados e distribuídos de forma escassa levando em conta as diversas áreas do saber em comparação as dimensões continentais do Brasil. Dessa forma, é necessário desmistificar alguns pontos que parecem intransponíveis para quem deseja ingressar, bem como objetiva-se relatar as experiências durante o ingresso e permanência em um programa de pós-graduação (mestrado profissional em ensino na educação básica) e compreender a importância da formação docente nos cursos de mestrado profissionais. A metodologia desenvolvida ao presente relato de experiência foi a abordagem qualitativa aplicada em um recorte temporal a partir do primeiro semestre do ano de 2025 ao primeiro semestre do ano de 2026, com referências de autores que discutem a estruturação e uso do saber narrativo, bem como a fundamentação reflexiva crítica da própria trajetória. Os principais resultados alcançados foram as informações e incorporações de conhecimento acadêmico oriundos do processo de seleção e práticas educativas durante o andamento do curso.</p> 2026-03-27T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://www.periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/terradepretos/article/view/28979 Máscaras sociais, neurodivergência e normatividade institucional 2026-03-05T18:30:53-03:00 Wellington Bezerra Meireles Gomide wellington.gomide@ufma.br Floriza Gomide Sales Rosa Meireles floriza.rosa@ifma.edu.br <p>Este artigo analisa a experiência da docência no ensino superior a partir de uma perspectiva autoetnográfica crítica, focalizando a relação entre neurodivergência, <em>masking</em> (uso de máscaras sociais) e normatividade institucional. Partindo da vivência de um professor autista, cuja atuação pedagógica não apresenta prejuízos técnicos, o estudo desloca o debate da competência didática para os regimes implícitos de reconhecimento que estruturam o pertencimento acadêmico. Argumenta-se que o <em>masking</em>, mais do que estratégia adaptativa individual, opera como tecnologia de normalização no interior do campo universitário, regulando formas legítimas de presença, comunicação e interação. Em diálogo com aportes teóricos sobre performatividade, reconhecimento, <em>habitus</em> e capacitismo, o texto evidencia que a inclusão formal pode coexistir com exigências tácitas de adequação comportamental. A autoetnografia é assumida como posicionamento epistemológico que permite articular experiência singular e crítica estrutural, tornando visível o custo subjetivo da inteligibilidade docente. Conclui-se que a ampliação do debate sobre inclusão no ensino superior requer a problematização das normas relacionais que sustentam a vida institucional, reconhecendo a diversidade cognitiva também no corpo docente.</p> 2026-03-27T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://www.periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/terradepretos/article/view/28982 O desenvolvimento da consciência fonológica na alfabetização 2026-03-05T10:23:31-03:00 Michelle de Mesquita Botentuit Drumont michelle.botentuit@discente.ufma.br Cecília de Araújo Flor ceciliaflor.ufma.cc@hotmail.com Cristiane Dias Martins da Costa cristiane.dmc@ufma.br <p>O desenvolvimento da consciência fonológica envolve a capacidade de refletir sobre a estrutura sonora da linguagem, identificando e manipulando unidades como palavras, sílabas e fonemas. O presente trabalho tem como objetivo discutir a importância da consciência fonológica para a aprendizagem da leitura e da escrita e apresentar práticas pedagógicas voltadas ao desenvolvimento dessa habilidade em crianças em processo inicial de alfabetização. Trata-se de um relato de experiência de natureza qualitativa, fundamentado em estudos da área da alfabetização e da psicologia cognitiva da leitura, especialmente nas contribuições de Morais (2023), Soares (2020) e Capovilla (2004). As atividades foram desenvolvidas em contexto escolar por meio de jogos linguísticos, rimas, segmentação de palavras e manipulação de sílabas e fonemas. Os resultados evidenciam que o trabalho sistemático com atividades lúdicas de consciência fonológica contribui para a compreensão do princípio alfabético, favorecendo a relação entre sons e letras e promovendo avanços no processo de leitura e escrita.</p> 2026-03-27T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://www.periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/terradepretos/article/view/28991 Práticas de leitura nos anos iniciais do ensino fundamental 2026-03-05T13:03:14-03:00 Monisa Rodrigues Mourão Ferreira monisa.rodrigues@discente.ufma.br Fabiana Pinho dos Santos Andrade fabianapinho27@gmail.com Cristiane Dias Martins da Costa cristiane.dmc@ufma.br <p>O estudo está vinculado ao projeto institucional “As práticas de leitura nos espaços públicos do município de Codó” e fundamenta-se na perspectiva de que o acesso à leitura e à escrita é um direito essencial para a promoção da cidadania e da inclusão social. A pesquisa teve como objetivo analisar as práticas de leitura desenvolvidas na Escola Municipal João Temístocles do município de Codó, Maranhão. Considerando que a escola investigada não dispõe de biblioteca formal, o foco da pesquisa foi compreender o papel do professor e as estratégias pedagógicas utilizadas na promoção do hábito leitor. Adotou-se abordagem qualitativa, com estudo de caso, utilizando entrevista semiestruturada com uma professora do 1º ano do Ensino Fundamental, com observação de suas rotinas e metodologias em sala de aula. Os resultados indicam que, mesmo sem espaço formal de leitura, a professora promove atividades diversificadas, como rodas de leitura, leitura compartilhada, projetos interdisciplinares e atividades lúdicas, contribuindo para o desenvolvimento da linguagem, pensamento crítico e vocabulário dos alunos. Os dados referem-se ao contexto específico investigado e apontam subsídios para discussão sobre práticas pedagógicas de leitura em escolas públicas com limitações estruturais. O estudo evidenciou a importância de práticas pedagógicas planejadas e adaptáveis, contribuindo para a construção de uma cultura leitora sustentável na escola.</p> 2026-03-27T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://www.periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/terradepretos/article/view/29006 Formação do leitor na primeira infância 2026-03-04T16:26:18-03:00 Cecília de Araújo Flor ceciliaflor.ufma.cc@hotmail.com Cristiane Dias Martins da Costa cristiane.dmc@ufma.br Michelle de Mesquita Botentuit Drumont michelle.botentuit@discente.ufma.br <p>A formação do leitor na primeira infância é fundamental para o desenvolvimento cognitivo, social e emocional das crianças, e a literatura infantil desempenha papel central nesse processo, funcionando como espaço de imaginação, expressão e construção de sentido. Esta pesquisa teve como objetivo compreender de que maneira a literatura infantil, articulada às práticas pedagógicas e aos espaços de leitura, contribui para a formação de leitores críticos e autônomos na Educação Infantil. A investigação buscou responder à questão: como os gestores dos Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) de Codó-MA percebem a organização dos espaços de leitura e a utilização da literatura infantil na formação de leitores na Educação Infantil? Trata-se de um estudo exploratório-descritivo de abordagem qualitativa, realizado em quatro CMEIs do município, com a participação de um gestor de cada instituição. Foram utilizados questionários online, contemplando informações sobre acervos, espaços de leitura, práticas pedagógicas e percepção da importância da biblioteca escolar. Os resultados indicaram que todos os CMEIs possuem obras de literatura infantil, mas a insuficiência do acervo, a ausência de profissionais específicos para sua gestão e a utilização irregular dos espaços limitam a efetividade das práticas leitoras. Além disso, verificou-se que a reorganização dos espaços de leitura em 2025 favoreceu a acessibilidade e o engajamento das crianças, reforçando a importância de ambientes estruturados aliados à atuação intencional dos professores.</p> 2026-03-27T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026