Vida, Política e o Fora da Linguagem — Cartografias do Imperceptível e do Relacional
Palavras-chave:
devir, individuação, uma vida, percepção, cuidadoResumo
A partir do entrelaçamento entre filosofia e experiência, este artigo investiga os modos de vida que emergem fora dos paradigmas linguísticos e representacionais, articulando os conceitos de “devir”, “individuação” e “uma vida”, em Gilles Deleuze e Gilbert Simondon, às práticas de Fernand Deligny. As errâncias gestuais das crianças autistas, acompanhadas por Deligny sem a intenção de adapta-las a um padrão majoritário de existência, configuram uma ontologia da diferença que encontra ressonância na filosofia do processo de Alfred Whitehead. Trata-se de pensar a vida como criação contínua, expressão do pré-individual, instaurando uma política do sensível que abre espaço a formas de existência não submetidas aos modelos hegemônicos de reconhecimento e subjetivação.
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Referências
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