O pensamento jusfilosófico de Agamben: suas obras e seu itinerário intelectual
Palavras-chave:
Direito , Estado de exceção, Poder soberano, Vida nua, TotalitarismoResumo
Neste estudo temos o objetivo de executar uma panorâmica acerca das teses políticas, filosóficas e jurídicas de Giorgio Agamben, lançando mão de obras cruciais de sua autoria. Em sua produção intelectual o jusfilósofo italiano efetua uma arguta intersecção entre filosofia, direito e teologia, transitando nessas áreas com uma sabença sagaz, vindo a cumprir um exame minucioso para, finalmente, engenhar seus argumentos. Ele procede com uma sorte de desconstrução do modo tradicional de se pensar o direito e o estado, endereçando uma crítica radical ao paradigma de governo imperante na contemporaneidade que, de acordo com ele, tem como base o estado de exceção permanente e a forma do poder soberano de tipo biopolítico, que produz, de maneira constante, vidas nuas. De tal modo, identifica e nomina um mecanismo de produção de vidas nuas. Segundo Agamben, não devemos continuar sonhando com um estado de direito, já que essa noção dissimula formas de totalitarismos modernos. Sua proposta é revolucionária, uma vez que rompe com o entendimento jurídico consuetudinário, planeia a destituição das estruturas existentes, e conclama a torná-las inoperantes, o que resulta em uma promoção da emergência de novas formas de vida.
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