Afluente: Revista de Letras e Linguística
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<p>Afluente: Revista de Letras e Linguística, em formato eletrônico, foi criada em 2015 pela Coordenação de Letras, da Universidade Federal do Maranhão, campus Bacabal, com o objetivo de promover e divulgar pesquisas nacionais e internacionais sobre Linguística, Teoria Literária, Estudos Comparados, Língua Portuguesa, Ensino de Literatura e Língua Portuguesa e, por fim, Língua Brasileira de Sinais.</p> <p>Atualmente, publica dois números por ano, constituídos sobretudo de artigos, resenhas, ensaios e entrevistas nacionais e/ou internacionais.</p> <p>O periódico recebe trabalhos <strong>inéditos</strong> (artigos, resenhas e ensaios) em suas duas seções, Estudos Linguísticos e Estudos Literários. A <strong>Afluente </strong>recebe trabalhos <strong>apenas</strong> de professores <strong>doutores. </strong>Mestres, mestrandos e doutorandos podem submeter textos desde que em <strong>coautoria com um professor doutor.</strong> A recepção de artigos dá-se em fluxo contínuo, com publicações em junho e dezembro.</p> <p>Eventualmente, pode haver publicações temáticas com chamadas e prazos específicos.</p> <p class="default">As línguas aceitas para publicação são o português, o inglês, o espanhol e o francês. Conceitos e opiniões contidos nos trabalhos submetidos à <strong>Afluente</strong> são de responsabilidade de seus autores.</p> <p class="default">ISSN 2525-3441</p> <p class="default">Periodicidade: Semestral</p> <p class="default"><strong>Qualis/CAPES (2017-2020): A4 </strong></p>Universidade Federal do Maranhãopt-BRAfluente: Revista de Letras e Linguística2525-3441<p>Direitos autorais Afluente: Revista Eletrônica de Letras e Linguística <br /><br /><img src="http://periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/afluente/management/settings/distribution/undefined" alt="" /></p> <p>Este trabalho está licenciado com uma Licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/" rel="license">Creative Commons - Atribuição 4.0 Internacional</a>.</p> <p> </p>Mulheres em pé de guerra, criação e revolução
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<p><span style="font-weight: 400;">O presente artigo propõe a análise do romance</span> <em><span style="font-weight: 400;">As mulheres de Tijucopapo </span></em><span style="font-weight: 400;">[1982], de Marilene Felinto, tendo em vista a relação da narradora-personagem, Rísia, com sua mãe; a elaboração da linguagem da personagem; e a criação literária enquanto vingança. Para tanto, mobiliza as considerações teóricas da crítica feminista (Lugones, 2019; Cixous, 2022; Zolin, 2009) e a fortuna crítica do romance e da autora (Bosi, 2021; Lehner, 2021; Wanderley, 2015). Do movimento analítico-interpretativo, depreende-se o modo como a viagem narrada por Rísia se estrutura como um gesto de insubordinação que, sendo incapaz de alcançar efetividade no plano empírico da realidade, irrompe via construção imaginativa. Essa forma de resistência se materializa em diferentes dimensões da textualidade composicional, seja em aspectos formal da linguagem do romance (fraseado, repertório imagético, ritmo hesitante), seja na manipulação dos recursos simbólicos e míticos entremeados na jornada de Rísia em direção a Tijucupapo. </span></p>Maria Regina Soares Azevedo de AndradeJúlio César de Araújo CadóJuliane Vargas Welter
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2026-04-092026-04-09112910.18764/2525-3441v11n29.2026.06AS TRANSGRESSÕES E A SONDAGEM DOS ESCUROS HUMANOS NA CONSTRUÇÃO DA PAISAGEM EM DEUS DE CAIM, DE RICARDO GUILHERME DICKE
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<p style="line-height: 100%; margin-bottom: 0.28cm;" align="justify"><span style="font-family: Times New Roman, serif;">Neste artigo apresentamos uma leitura sobre o imaginário simbólico do sagrado, do profano, do interdito e das transgressões no romance </span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><em>Deus de Caim</em></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;">, de Ricardo Guilherme Dicke, observando a influência que o espaço/a paisagem exerce na construção das personagens bem como o dialogismo da obra com narrativas bíblicas. No romance </span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><em>Deus de Caim</em></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"> (1968), Dicke apresenta um narrador interrogante e, ao mesmo tempo que se coloca como um sondador de abismos existenciais no espaço mítico de Pasmoso, apresenta uma aparente desordem à tradição bíblica clássica. Assim, tanto Abel como Caim e Lázaro ingressam no mundo obscuro da paisagem imaginada. O enredo da narrativa apresenta a vida primitiva de uma existência mato-grossense através dos gêmeos rivais Jônatas e Lázaro. Personagens que revivem o ódio bíblico de Caim e Abel e desnudam o choque oculto e, muitas vezes, contínuo entre a natureza humana e a religião permeado por incesto, adultério e o interdito religioso. À paisagem do imaginário sertão vão se misturando sertanejos, a dramática situação entre irmãos e fatos comuns do cotidiano; paixões surdas e abissais interrogações sobre os mistérios de vida e morte, Deus e o Diabo que trazem à tona um mundo de interdições mediado pela intolerância e pelo preconceito que conduzem o leitor a um espaço revelador dos desvios e segredos do homem.</span></p>TEREZA RAMOS DE CARVALHO
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2026-03-312026-03-31112911510.18764/2525-3441v11n29.2026.02A INFLUÊNCIA DOS DISCURSOS SÓCIO-HISTÓRICOS NO ATO DE ASSUMIR A BISSEXUALIDADE
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<p>Este artigo se configura como recorte de uma pesquisa de doutorado em desenvolvimento que estuda a influência de discursos sócio-históricos na aceitação da bissexualidade. Mais especificamente, a pesquisa busca compreender fatores envolvidos no ato de assumir-se ou não bissexual em diferentes épocas, levando em consideração discursos sócio-históricos que exerceram influência sobre as escolhas dos sujeitos. Trata-se, portanto, de uma pesquisa de campo realizada por meio de entrevistas com sujeitos nascidos entre as décadas de 1960 e 2000. Neste artigo, em diálogo com estudos da semiótica discursiva (Greimas e Courtés, 2013; Fiorin, 2000; Barros, 2011; 2014) e da vertente da sociossemiótica (Landowski, 2012), realizamos análise de uma entrevista com um dos participantes do estudo: uma mulher bissexual nascida na década de 1990. Os dados denotam como discursos e ideologias influenciam nas escolhas dos sujeitos, principalmente em relação à bissexualidade, demonstrando o peso dos discursos familiares, religiosos e sociais sobre as decisões da entrevistada. Também contribuem para uma compreensão mais ampla dos aspectos relacionados à identidade bissexual e apontam a necessidade de um espaço mais inclusivo dentro da sociedade e do movimento LGBTQIA+.</p>Bibiane TrevisolLuciana Maria Crestani
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2026-04-082026-04-08112912410.18764/2525-3441v11n29.2026.05CERVEJA, GÊNERO E DISCURSO: A OBJETIFICAÇÃO FEMININA NAS PUBLICIDADES DE BEBIDAS ALCOÓLICAS À LUZ DA ANÁLISE CRÍTICA DO DISCURSO
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<p><strong>Resumo: </strong>A Análise Crítica do Discurso (ACD) surgiu em 1990 e consagrou-se como uma teoria que tem como intuito investigar as relações entre linguagem e poder, tornando-se, assim, um mecanismo de análise social que pode ser adotado de maneira tanto interdisciplinar quanto transdisciplinar, construindo sua análise a partir de uma problemática social, conforme está disposto em seus pressupostos. O presente artigo não se propõe necessariamente a identificar um conflito social e analisá-lo, mas sim investigar, amparados na ACD, alguns artigos científicos que construíram suas abordagens a respeito da problemática da objetificação da figura feminina em campanhas publicitárias de cerveja. Para isso, foram utilizados teóricos como Fairclough, Pedrosa e Cunha.</p>Emily Tavares NascimentoCleide Emília Faye Pedrosa Faye PedrosaAbrão Vergasta Reis
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2026-04-022026-04-02112912510.18764/2525-3441v11n29.2026.03ENTREVISTA COM JOÃO ANZANELLO CARRASCOZA: POÉTICA DA NARRATIVA, LIRISMO E FORMA BREVE
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<p>Este texto analisa uma entrevista concedida por João Anzanello Carrascoza em dezembro de 2025 com o objetivo de compreender os fundamentos de sua poética narrativa, marcada pelo lirismo, pela forma breve e pela valorização da experiência sensível da leitura. Parte-se do pressuposto de que a entrevista de um escritor constitui um espaço discursivo privilegiado de elaboração teórica sobre a própria prática literária. O método adotado consiste em uma análise qualitativa e interpretativa das respostas do autor, articulada a um referencial teórico voltado às relações entre prosa e poesia, à narrativa breve e à experiência estética, com destaque para contribuições de Octavio Paz e Massaud Moisés. Os resultados evidenciam que a formação poética de Carrascoza exerce papel central em sua escrita em prosa, influenciando o ritmo, a economia verbal e a intensidade expressiva de suas narrativas. A análise também demonstra que o autor concebe a forma breve como estratégia estética que potencializa o silêncio, a elipse e a participação ativa do leitor na construção do sentido. Ademais, observa-se uma concepção ética da literatura, entendida como prática de desaceleração, escuta e resistência à lógica da urgência contemporânea. Conclui-se que a entrevista revela uma poética coerente e consistente, na qual linguagem e experiência vital se articulam de modo indissociável, reafirmando a literatura como espaço de reflexão sensível, encontro e humanização.</p> <p> </p>Luciana Ferreira Leal
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2026-04-082026-04-0811291810.18764/2525-3441v11n29.2026.04