ENFRENTAMENTOS E CONTRADIÇÕES NAS COMUNIDADES DE EXTRACÇÃO DE RECURSOS NATURAIS EM CABINDA – ANGOLA

Juliana Lando Canga, Alfredo Gabriel Buza

Resumo


Objectivou-se analisar os enfrentamentos e contradições existentes nas comunidades de Buco Zau e de Fútila,diante da ação das empresas extratoras de recursos naturais, nomeadamente, madeira e petróleo. Na metodologia detrabalho, destacam-se as narrativas de experiências vividas por diferentes interlocutores, aplicação de questionários,entrevistas, registro fotográfico, observação direta e indireta. Conclui-se que, as contradições têm o seu marco desde adesestruturação das sociedades ancestrais. Esse processo perverso é marcado por situações muitas vezes desumanas,pelo modus vivendi e operandis dessas populações, nas tensões constantes entre elas e as empresas e companhiasexploradoras, uma extração sem nenhum significado para essas populações, apesar das altas taxas de crescimento.A aprovação de uma Nova Constituição em 2010, um novo sistema tributário, um fundo proveniente das receitas depetróleo e da criação do Instituto Nacional do Conhecimento Tradicional oportunizaram o surgimento de novo contexto devalorização dessas comunidades e seus saberes.Palavras-chave: Recursos naturais, desenvolvimento, modernidade, saberes tradicionais, enfrentamento, Angola.
CLASHES AND CONTRADICTIONS IN THE COMMUNITIES OF RESOURCE EXTRACTION IN CABINDA-ANGOLAAbstract: This paper aims to analyze the clashes and contradictions in the communities of Buco Zau and Fútila before the action of natural resource extractors, including wood and oil. As the methodology of work researches used the narrations of experiences lived by the different interlocutors, the application of questionnaires, interviews, photographic record, direct and indirect observation were carried out. It was concluded that the contradictions have their milestone since the disintegration of societies. This process is marked by perverse situations, often inhumane, considering the population´s modus vivendi and operandis. They live in constant tension between them and the companies and operators, an extraction companies seems to have no significance to these populations, despite the high rates of growth they seem to offer. The approval of a new Constitution in 2010, a new tax system, a fund from oil revenue and the creation of the National Institute of Traditional Knowledge brought about a new context of valorization of these communities and their knowledge.Keywords: Natural resources, extractors, traditional knowledge, confrontation, Angola.

Palavras-chave


Recursos naturais; Desenvolvimento; Modernidade; Saberes tradicionais; Enfrentamento; Angola

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R. Pol. públ.

ISSN 2178-2865 (online)