CLIENTELISMO E SERVIÇOS DE SAÚDE

Ana Cristina Vieira

Resumo


O artigo analisa a presença de práticas clientelistas na área de atenção à saúde, apesar da universalidade do direito à saúde, garantida na lei. Baseia- se em pesquisa realizada com o objetivo de identificar mecanismos pelos quais os usuários dos serviços públicos de saúde buscam respostas para suas demandas em saúde, quando não são resolvidas a contento no âmbito do SUS. Focaliza a ação de vereadores na área de atenção à saúde, apoiando-se em uma perspectiva que considera que as práticas clientelistas podem coexistir com o universalismo de procedimentos, no capitalismo contemporâneo. O estudo foi realizado na Região Metropolitana do Recife, sendo entrevistados 46 vereadores. Indagados sobre ações desenvolvidas na assistência à saúde, foram identificadas diferentes práticas, indo desde a oferta de transporte para locomoção de enfermos, até a realização de consultas e exames. Discute-se a motivação para essas ações, aparecendo a sua troca por votos, num processo em que o direito universal à saúde é negado, mas, ao mesmo tempo, usado para fins eleitoreiros.

Palavras-chave


SUS: Política de saúde: Universalização da saúde; Direito à saúde; Clientelismo

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R. Pol. públ.

ISSN 2178-2865 (online)