Religião como cultura? As festas do divino, o tambor de mina e o regime patrimonial

João Leal

Resumo


Este artigo visa proceder ao exame das políticas e práticas de objetificação das festas do Divino de São Luís (Maranhão) e dos seus impactos nos terreiros de tambor de mina, onde se realiza a maioria das festas. Defende que um dos efeitos dessas políticas e práticas foi a culturalização das festas, isto é, a sua tematização em torno de ideias sobre cultura, raízes e tradição. Examina
também os termos dessa culturalização. Esta deve ser vista não tanto como um processo de ressignificação radical das festas, mas como um processo de adição de um novo significado – cultural – aos significados – religiosos e sociais – que continuam a caracterizar as festas.



Palavras-chave


Religião; patrimônio;festa; tambor de mina; religiões afro-brasileiras

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DOI: http://dx.doi.org/10.18764/2236-9473.v14n27p91-112

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ISSN 2236-9473 (online)

ISSN 1983-4527 (impresso)