A experiência social do trabalho sob a ótica das famílias dos agricultores da selva central peruana

Ricardo Luiz Cruz

Resumo


Este texto se debruça sobre a experiência social do trabalho a partir da perspectiva das famílias dos agricultores de uma zona rural da selva central peruana. Estes sujeitos se definem como “pequenos” ou “médios” produtores de café, apesar de ser comum, entre os que possuem as menores lavouras, o trabalho temporário ou eventual num cafezal alheio. A maioria é formada por “colonos” vindos dos Andes e por seus descendentes. Uma minoria é composta por indígenas “nativos” da Amazônia. Trata-se aqui de entender, num primeiro momento, as condições sociais do trabalho local como produtor de café e, em seguida, as relações das trajetórias das gerações mais velhas de cafeicultores com as mais variadas atividades remuneradas que seus filhos vêm exercendo dentro e fora da selva central. Tais atividades se dão num contexto marcado, em especial, pela “decadência” da agricultura, pelo predomínio de empregos “informais” e “precários”, pelo “auto-emprego” ou “empreendedorismo” e pela valorização cada vez maior de profissões
que demandam, para o seu exercício, a posse de um diploma ou certificado de
Ensino Superior.


Palavras-chave


Trabalho; Família; Agricultura; Amazônia; Peru

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DOI: http://dx.doi.org/10.18764/2236-9473.v12n23p229-248

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