Por uma sociologia da alteridade: ética e diálogo na ação pública em unidades de conservação

Benilde de Nazaré Lameira Rosa, José Bittencourt da Silva

Resumo


A presente discussão trata das relações sociais entre os agentes gestores da política ambiental de UC e os usuários da Resex Marinha de Soure localizada na Ilha de Marajó, no estado do Pará. Ao tratar dessas interações observam-se as assimetrias e a sobreposição de interesses, princípios e valores reafirmados pelo modus operandi estatal. Aponta-se como condição imprescindível de ser observada nesse processo de interação a existência de ethos ambientais locais. As Reservas Extrativistas (RESEX), enquanto instituição política, instituem novas formas de se relacionar com a natureza, estabelecendo um estranhamento por parte da população, que vê seu lugar de vida e trabalho regido por regras que não estão claras para as pessoas, principalmente por não verem ali reconhecidos seus modos de ser e fazer locais. A metodologia adotada para a coleta de dados visando perceber para além das estruturas objetivas, particularmente as percepções dos agentes sociais envolvidos na política
de UC, considerou o uso de técnicas que permitiram uma aproximação qualitativa na busca dos sentidos atribuídos pelos agentes às suas ações, tecendo suas conexões e desdobramentos. Foram usadas entrevistas, conversas informais, análises documentais e observação direta.


Palavras-chave


Unidades de Conservação; Gestão Ambiental; Ethos; Ética; Alteridade

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DOI: http://dx.doi.org/10.18764/2236-9473.v12n23p185-210

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