Políticas públicas como utopia para Guiné-Bissau e a falácia da democracia

Antônio Evaldo Almeida Barros, Euclides Mendes de Carvalho, Aylana Cristina Rabelo Silva

Resumo


Este artigo propõe-se a uma reflexão da presença de uma utopia (sonho) na nação (Sociedade Guineense)
construída com a promessa do desenvolvimento da Guiné-Bissau, situação falsa e cheia de ilusões
criada pelo Estado (Governo), com discurso de melhoria de vida nas principais estruturas sociais,
como: saúde, educação, urbanismos e inclusão social, embora exista uma crise estrutural no país, em
termo das políticas públicas sociais e das instituições do Estado. Neste sentido podemos afirmar que a
situação se deveu por um lado essencialmente, na incapacidade do partido único Partido Africano para
a Independência de Guiné e Cabo Verde (PAIGC) no poder que unia duas nações que gritavam o Hino
que lhes eram comum (Ramos do mesmo tronco). A Guiné-Bissau apresenta uma estrutura social heterogênea,
composta por aproximadamente cerca de vinte grupos étnicos, e, destes, alguns já em extinção.
À semelhança de grande parte de países africanos, essa composição social aliada ao baixo índice de
alfabetização e à pobreza extrema têm sido problemas que obstaculizam o funcionamento das instituições.
Contudo, a existência do componente étnico continua sendo negligenciada pelo poder público e,
às vezes, por alguns analistas descuidados com o cenário político-social local como um dos entraves ao
processo democrático nacional, no entanto, da construção de uma verdadeira nação.


Palavras-chave


Políticas Públicas. Utopia. Democracia representativa.

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