As meninas de Helena: deficiência intelectual, inclusão e mercado de trabalho em São Luís

Gilsene Daura da Silva Barros

Resumo


Um número reduzido de mulheres com deficiência intelectual se encontra inserida no mercado formal de trabalho. Em geral, essa inserção se dá em cargos que exigem baixa qualificação profissional e má remuneração. Propõe-se analisar o acesso e a permanência das mulheres com Deficiência Intelectual, egressas do Centro de Ensino de Educação Especial Helena Antipoff, no mercado de trabalho em São Luís. Os dados empíricos foram coletados por meio da entrevista semiestruturada e da observação direta. Esta, pela possibilidade de se obter um maior detalhamento das informações acerca do objeto pesquisado, foi realizada com quatro profissionais: duas trabalhadoras deficientes intelectuais, com vínculo empregatício em duas empresas de iniciativa privada, uma da rede hospitalar e outra da área de comércio varejista de mercadoria sem geral (supermercado); uma Coordenadora do Núcleo de Inclusão ao Trabalho/Centro de Ensino de Educação Especial Helena Antipoff (NITCEEEHA) e um Coordenador do Setor de Responsabilidade Social da empresa (supermercado). As entrevistas foram gravadas, transcritas na íntegra e analisadas qualitativamente por meio da análise de conteúdo proposta por Bardin (2011).Como procedimento utilizou-se a pesquisa bibliográfica e a documental. O resultado da pesquisa indicou que as empresas que contratam pessoas com deficiência intelectual o fazem em virtude da obrigatoriedade imposta por lei e em decorrência da fiscalização realizada pelo Ministério Público do Trabalho, justificando se a dificuldade de contratação por falta de escolaridade, qualificação profissional e pela inadequação das empresas para recebê-las. Entretanto,vale ressaltar que a lei de cotas constitui uma abertura de possibilidades para as pessoas com deficiência intelectual de terem acesso ao mercado de trabalho como reconhecimento das suas potencialidades, o que favorece a sua contratação em diferentes categorias.

Palavras-chave


Mercado de trabalho; Mulher deficiente intelectual; Formação profissional.

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DOI: http://dx.doi.org/10.18764/

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