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Dossier: “Nuevas miradas decoloniales al caribe afro-andaluz”

 

Llamada para artículos

La Revista Brasileira do Caribe - ISSN 1984-6169 (online) - se encuentra con llamada abierta para submisión de artículos.

Las nuevas corrientes de pensamiento decolonial y epistemologías del sur nos han obligado en la última década a realizar un ejercicio intelectual de descolonización del pensamiento social contemporáneo, tanto en el contexto de las ciencias sociales como en las humanidades y estudios culturales. Llevar este proceso de descolonización al corazón del Imperio es una de las tareas más importantes que afrontan los estudios decoloniales y las epistemologías del sur. Pensar Europa desde el sur, supone un doble ejercicio dialéctico. Pensar otra relación de Europa con el mundo a la vez que dar voz a los sujetos sin voz de Europa, a sus marginados, sus periferias, sus invisibilizados y negados. Cada vez son más voces las que plantean que la mal llamada reconquista y el mal llamado descubrimiento, fueron partes del mismo proceso de expansión imperialista en la génesis del sistema mundo moderno colonial. Un proceso de expansión militar que dio comienzo con la conocida como Navas de Tolosa (1212) la conquista de la actual Andalucía, la toma de Sevilla (1248), la conquista de Ceuta (1415), la toma de Granada (1492), la conquista de las Canarias (1496) y la llegada de los castellanos a Caribe en 1492.

Durante las primeras décadas, quizás siglos de las conquistas, las dificultades para llevar a cabo la “limpieza” y la colonización de territorios tanto en Andalucía como en el Caribe permitían múltiples acciones contra-hegemónicas y que no se ajustaban al orden epistémico, material, y simbólico impuesto. Estudiar la serie de contactos, diálogos, encuentros que se dieron desde abajo entre los condenados de ambas orillas, los contactos culturales entre sujetos contra-hegemónicos, indígenas, moriscos, negros, gitanos, prófugos, piratas, brujas, toda la serie de marginados, huídos y prófugos que encontraba tanto en Sevilla como en el Caribe, permitiría obtener un conocimiento más comprensivo de la actividad humana de resistencia y re-existencia frente a la modernidad/colonialidad.

En el próximo número nos proponemos pensar desde una perspectiva decolonial la relación entre una de las periferias de Europa, su extremo sur, como es Andalucía y el Caribe. Las líneas de investigación y debate que proponemos para los artículos serán:

-La conformación de una cultura y una identidad construídas en contraposición a una zona de la condena donde se ubican subjetividades y colectividades debajo de la línea de lo humano. Pensar la forma en que los condenados se encuentran, se miran, y se reconocen entre ellos como distintos a la subjetividad normativa y dominante, pasando así a construir formas de sentir y pensar que sostienen nuevas formas de existencia y comunidad.

-Las relaciones entre Andalucía y el Caribe tanto en el periodo colonial moderno como en el mundo contemporánea en el universo definido como Gran Caribe afroandaluz.

-Miradas desde el arte y la historia del arte para pensar las formas del barroco andaluz en relación con el barroco colonial caribeño, el barroco como lugar de encuentro. Un barroco re-apropiado, un barroco decolonial como forma de re-significación de las jerarquías de dominación.

 

Invitamos, por lo tanto, a enviarnos, hasta el día 15 de junio del presente año, algún artículo original de su autoría relacionado al tema: “Nuevas miradas decoloniales al caribe afro-andaluz”. El dossier está siendo organizado por los investigadores Dr. Nelson Maldonado Torres (Universidad de Rougters, New Jersey) y Javier García Fernández (Universidad de Coimbra).

Los artículos en portugués, español, francés e inglés pueden ser enviados a la siguiente dirección: caribe.revista@ufma.br. Las normas para la redacción de los artículos están disponibles en el sitio: http://www.periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/rbrascaribe/index.

 

Dossier: “Novos olhares decoloniais ao Caribe afro-andaluz”

Chamada de artigos

A Revista Brasileira do Caribe - ISSN 1984-6169 (online) está com chamada para submissão de artigos aberta. O dossiê intitula-se “Novos olhares decoloniais ao Caribe Afroandaluz.”

As novas correntes do pensamento decolonial e das epistemologías do Sul têm obrigado, na última década, a realizar um exercício intelectual de descolonização do pensamento social contemporâneo, tanto no contexto das ciências sociais, das humanidades e quanto no dos estudos culturais. Levar este processo de descolonização ao coração do Império é uma das tarefas mais importantes que os estudos decoloniais e as epistemologias do Sul possuem. Pensar a Europa a partir do Sul supõe um duplo exercício dialéctico: a) pensar uma outra relação de Europa com o mundo e, ao mesmo tempo, b) devolver a voz negada aos sujeitos europeus silenciados, os marginalizados, os periféricos, os invisibilizados e negados dentro da Europa. Neste sentido, cada vez são em maior quantidade as vozes que propõe que a mal chamada reconquista do Sul da Espanha e o mal chamado descobrimento da América, foram partes do mesmo processo de expansão imperialista que ocorreu na gênesis do sistema mundo moderno colonial. Um processo de expansão militar que teve começo com a batalha de Navas de Tolosa (1212), a conquista da actual Andaluzia, a toma de Sevilha (1248), e ganhou continuidade com a conquista de Ceuta (1415), a tomada de Granada (1492), a conquista das Canárias (1496) e, por fim, a chegada dos castelhanos ao Caribe em 1492.

Durante as primeiras décadas, quiçá séculos das conquistas, as dificuldades para levar a término a “limpeza” y a colonização dos território de Andaluzia e do Caribe acabaram por permitir múltiplas ações contra-hegemônica dos que não se ajustavam à ordem epistêmica, material e simbólica imposta. Estudar a série de contatos, diálogos, encontros que se deram a partir de baixo entre os condenados de ambas margens do Atlântico, os contatos culturais entre sujeitos contra-hegemônicos, indígenas, mouriscos, negros, ciganos, prófugos, piratas, bruxas, toda série de marginados e prófugos que encontrava tanto em Sevilha como no Caribe, permite alcançar um conhecimento mais compreensivo da atividade humana de resistência e reexistência frente à modernidade/colonialidade.

Nós da Revista Brasileira do Caribe, neste número, nos propomos pensar a partir de uma perspectiva decolonial a relação entre uma das periferias de Europa, seu extremo Sul, como é Andaluzia, e o Caribe, como uma das prolongações dos processos de conquista de territórios no Sul da península. As linhas de investigação e debate que propomos para os artículos são:

1)       A configuração de uma cultura e uma identidade construídas em contraposição a uma zona de condenação na qual se localiza subjetividades e coletividades que existem abaixo da linha do humano. Pensar a forma nal qual os condenados se encontram, se olham e se reconhecem como outros, diferentes das subjetividades normativas e dominantes, passando assim a construir formas do sentir e pensar que sustentam novas formas de existência e de comunidade.

2)      As relações entre a Andalucia e o Caribe tanto no período colonial moderno como no mundo contemporâneo a partir do universo definido como o Grande Caribe Afroandaluz.

3)      Olhares a partir da arte e da história da arte para pensar as formas do barroco andaluz em relação com o barroco colonial caribenho, o barroco como lugar de encontro. Um barroco reapropiado, um barroco decolonial como forma de ressignificação das hierarquias de dominação.

 

Convidamos, portanto, a enviarnos até o día 15 de Junho do presente ano, artigos originais de sua autoria relacionados à temática: “Novos olhares decoloniais do Caribe afro-andaluz”. O dossier está sendo organizado pelos pesquisadores Dr. Nelson Maldonado Torres (Universidad de Rougter, New Jersey) e Javier García Fernández (Universidad de Coimbra)

Os artigos em português, espanhol, francês e inglés podem ser enviados ao seguinte website : http://www.periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/rbrascaribe/index ou ao seguinte endereço eletrônico: caribe.revista@ufma.br.

 
Publicado: 2019-03-29
 
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