A ‘MULHER LIVRE’ E A ‘MULHER ESCRAVIZADA’: relações entre gênero, raça e classe em Til e A família Medeiros.

Laila Correa e Silva

Resumo


A partir das personagens femininas, da mulher livre e da mulher escravizada, em Til (1872), de José de Alencar e A família Medeiros (1891), de Júlia Lopes de Almeida, abordaremos o potencial manifesto pelas personagens femininas como agentes civilizatórios e humanizadores, no sentido da humanização das relações sociais, permeadas pela violência e pela ‘não- racionalidade’ em momentos históricos importantes referidos no enredo desses romances, nos quais as relações sociais estavam pautadas no mando patriarcal e na ausência de direitos, num estado caracterizado como não civilizado, seja porque se encontra regido por relações de violência e mando, ou mesmo por não garantir a integridade do ser humano enquanto livre e dotado de vontade e arbítrio. Nossa leitura parte de estudos clássicos da sociologia do romance brasileiro e da história social, refletindo acerca dos processos sociais em curso no século XIX. No caso das mulheres livres e das mulheres escravizadas, o patriarcalismo atingiu níveis mais evidentes e violentos, destacando a marginalidade social da mulher e as estratégias que poderiam ser empregadas por elas com a finalidade de superar tais lugares sociais.

 


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