O LUGAR SOCIAL DOS ESCRAVOS NAS CIDADES A PARTIR DA ICONOGRAFIA APRESENTADA NO LIVRO DIDÁTICO HISTÓRIA, SOCIEDADE & CIDADANIA DE ALFREDO BOULOS JÚNIOR

Ivã Dutra Lima

Resumo


Pensar as cidades por suas possibilidades – trabalho, lazer, cultura, transporte, medicina, gastronomia, segurança – é inferir sobre o universo urbano a partir de uma lógica positiva, de fascínio sobre as pessoas, atuando como atrativos para quem busca uma “vida melhor”. No entanto, as cidades não são espaços homogêneos, engessados, pois são constituídas de um tecido social eclético e com interesses variados. Existem, dessa forma, além das percepções positivas, percepções negativas sobre o universo urbano; violência, desemprego, caos no setor de transportes, favelização, desigualdade social. Tal configuração marcada por desigualdades e hierarquização se encontram na gênese do processo de formação do Brasil, onde a escravidão foi fundamental para alicerçar o modelo econômico agroexportador implantado pela nação portuguesa. Desse modo, estruturou-se uma sociedade cuja forma apoiou-se no arquétipo: desigualdade, distinção, hierarquização. Lógicas historicamente enraizadas que atravessaram o tempo se fazendo presente até os dias atuais da sociedade. Pensar o lugar social do escravo nas cidades nesses períodos, a partir das iconografias, constitui-se na possibilidade de leitura de um determinado contexto histórico, cujo diálogo com o tempo presente, nos oportuniza fomentar o debate sobre a questão racial em voga no Brasil atual.

 Palavras-chaves: Escravidão; Cidades; Iconografias.


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