Ontogenia da Tolerância à Salinidade do camarão Peneídeo: Farfantepenaeus paulensis (Pérez-Farfante,1967)

Walter Muedas, Alfredo Olivera, Elpídio Beltrame, Alfredo Cruz

Resumo


A tolerância à salinidade foi estudada em larvas e pós-larvas do camarão marinho da espécie, Farfantepenaeus paulensis (Pérez-Farfante, 1967). Nesta espécie, a tolerância à salinidade aumenta através dos estágios larvais. A primeira larva do camarão, o náuplio, é estenohalino, através da metamorfose, esta larva, vai-se tornando mais resistente à salinidades menores. Assim, uma pós-larva 40 (PL40), uma pós-larva de aproximadamente 50 dias de idade é eurihalina.  Para o F. paulensis, a salinidade letal para 50% dos animais (4 h LS50) a 24° C foi: Protozoéia II e III 23‰; Misis I-III, para 21‰; Pós-larva 1-3, 19‰; Pós-larva 7-9, 17‰; Pós-larva L10-12, 12‰; Pós-larva 13-15, 10‰; Pós-larva16-18, 9‰; Pós-larva 19-21, 6‰ e até 5‰ em Pós-larva 25-26. Salinidades ainda mais baixas (15, 10, 5, 3, 2 e 1‰ ) foram testadas para os estágios de Pós-larva (PL): PL27, PL29, PL31, PL35, PL38 e PL44. Os resultados mostram  que a tolerância ao choque salino aumenta, ainda progressivamente, durante o desenvolvimento larval assim, para PL27 é ao redor de 3,7‰, e de PL29 até PL44 a LS50 é de 2,5‰ de salinidade. Nos estágios iniciais de F. paulensis a osmorregulação e salinidade estão correlacionadas e são modificadas durante a metamorfose. Estes resultados são discutidos considerando suas implicações ecológicas e fisiológicas.

 

Abstract

 

ONTOGENIA OF THE TOLERANCE TO THE SALINITY OF THE PENEÍDEO SHRIMP: Farfantepenaeus paulensis (PÉREZ-FARFANTE,1967)

 

The tolerance to salinity was studied in larvae and post-larvae of the marine shrimp of the species, Farfantepenaeus paulensis (Pérez-Farfante, 1967). In this species, the tolerance to salinity increases through the larval periods of training. The first larva of the shrimp, the nauplius, is estenohalin, through the metamorphosis, this larva, goes itself becoming more resistant to lerver salinities. Thus the post-larvae 40 (PL40), a post-larvae of approximately 50 days of age is eurihalin. For the F. paulensis, the lethal salinity for 50% of the animals (4 h LS50) 24° C was: Protozoa II and III 23%; Misis I-III, for 21%; post-larvae 1-3, 19%; post-larvae 7-9, 17%; L10-12 post-larvae, 12%; post-larvae 13-15, 10%; post-larvae 16-18, 9%; post-larvae 19-21, 6% and up to 5% in post-larvae 25-26. Still more low salinities (15, 10, 5, 3, 2 and 1%) had been tested for the periods of training of After-larva (PL): PL27, PL29, PL31, PL35, PL38 and PL44 The results shows that the tolerance to the saline shock increases, gradually, during the larval development thus, for PL27 it is around of 3,7%, and of PL29 until PL44 the LS50 is of 2,5% of salinity. In the initial periods of training of F. paulensis the osmorregulation  and salinity are correlated, and are modified during the metamorphosis. These results are argued considering its ecological and physiological implications..

 

Key words: Salinity, onthogeny, F. paulensis.

Palavras-chave


salinidade, ontogenia, F. paulensis.

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