OS OFÍCIOS DA INSTRUÇÃO PÚBLICA MARANHENSE COMO FONTE PARA A HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO (1893-1894)

Diana Rocha da Silva, Jarina Serra Santos, Mateus de Araújo Souza

Resumo


Este trabalho é resultado de investigações feitas pelo projeto: “CULTURA MATERIAL ESCOLAR: a escola e seus artefatos (espaço, mobiliário e utensílios de leitura e escrita)” realizado pelo Núcleo de Estudos Documentação em História da Educação e Práticas Leitoras (NEDHEL) da Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Analisa as correspondências oficiais enviadas pelo inspetor da Instrução Pública do Maranhão Manoel José Ribeiro da Cunha ao vice-governador Casemiro Dias Vieira Junior e pretende compreender o processo de modernização da educação embasado nos ideais republicanos, identificando as principais reivindicações e necessidades que eram relatadas pelos professores. Identificamos as fontes e selecionamos os anos de 1893-1894 como um recorte desta pesquisa, fizemos a análise das cartas oficiais de acordo com os assuntos tratados em cada ofício, foram identificadas as categorias e ao analisá-las percebemos que o seu conteúdo é constituído em sua maioria de solicitações de licenças, pedidos de aposentadoria e transferências, solicitações para compra de materiais didáticos e utensílios. trata-se de um estudo de natureza histórico-documental, centrado no conceito de fonte para o campo da história da educação maranhense na Primeira República, período caracterizado pelas constantes transformações sociais e políticas no Brasil. Foi possível visualizar a existência de um distanciamento entre a realidade da prática docente e o discurso educacional republicano, retratado nas dificuldades enfrentadas pelos professores desde a sua formação, precária estrutura física dos espaços escolares que não oferecia condições para a ministração de aulas e pode ser motivo dos inúmeros pedidos de licença e abandonos de cadeira.

Palavras-chave


Cultura Material Escolar. Instrução Pública. Maranhão. Primeira República

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