O IDEAL PERDIDO NOS VERSOS SATÂNICOS DE MARANHÃO SOBRINHO

Samara Santos Araújo

Resumo


Na estética Simbolista, observa-se a recriação do mundo material, a partir da integração do eu-poético com o altíssimo, voltando seu olhar ao ambiente celeste, mas logo é puxado para a realidade, e cai, lançando seu olhar para baixo. Essa “queda” denota o ideal perdido, sugerido no tema do Satanismo. Assim, numa relação com os versos simbólicos de Charles Baudelaire, a poesia de Maranhão Sobrinho apresenta versos ornados pelas riquezas do ambiente infernal, onde acontecerá o encontro com o místico satã. Dessa forma, este artigo tem como objetivo principal apresentar essa recorrência temática nas letras simbólicas de Sobrinho. As análises serão feitas a partir do estudo da forma e do conteúdo dos poemas. Destacar-se-á, também, o discurso poético intertextual entre a poesia satânica de Baudelaire e a de Sobrinho. O percurso analítico dos textos terá como fundamentação teórica os estudos de ARAÚJO (2009); CHEVALIER e GHEERBRANT (2015); PINTO (2005); SANT’ANNA (1993); SCHOPENHAUER 2011).


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