De rios e de homens: A humanização na lírica cabralina

Maria Aparecida Barros de Oliveira Cruz

Resumo


João Cabral de Melo Neto é conhecido como o poeta da contenção e do planejamento minucioso do texto. Em sua poética, são recorrentes algumas imagens, tais como: pedra, Sevilha, Pernambuco, canavial, homem nordestino e rio, etc. Nesse artigo, nos propomos a analisar o entrecruzamento de duas dessas imagens, a saber: o rio e o homem, a partir dos poemas Na Morte dos Rios, que compõe a obra Educação pela Pedra, escrita durante os anos de 1962 a 1965, e O cão sem Plumas (1949-1950), considerado divisor de águas na poética do autor. Nelas é nítido que o embate travado ora contra si mesmas, ora contra inimigos maiores também revela o quanto o exercício poético é marcado por tensões, sendo esses elementos responsáveis pela carga humanizadora que perpassa os dois poemas selecionados para análise. Partimos do pressuposto de que a despersonalização do eu não significa ausência de lirismo, mas uma reconfiguração deste, sendo o aspecto humanizador um dos principais responsáveis por evidenciar isso.

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ISSN 2525-3441


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