UMA REFLEXÃO SOBRE O IMPRESSIONISMO LITERÁRIO ATRAVÉS DE CRÍTICOS BRASILEIROS

CLAUDIA MARIA DE SERRAO PEREIRA

Resumo


Nos anos 60, o teórico Afrânio Coutinho afirmou, em seu discurso de posse na Academia Brasileira de Letras (ABL), que o Impressionismo não possuía contornos nítidos como outros movimentos literários brasileiros; dificultando, portanto, a compreensão de sua fronteira perante Romantismo, Realismo e Naturalismo. Deste modo, a partir da fala de Coutinho, esse artigo teve por objetivo apresentar uma discussão e observação sobre a formação estética do Impressionismo por três posições de críticos brasileiros: a fala de Coutinho (1962) na ABL; a leitura filosófica de Vitor Hugo Fernandes Martins (2003); e a visão narrativista de Franco Baptista Sandanello (2017). A partir de suas críticas, buscou-se entender de que modo os elementos impressionistas aparecem nos textos, sejam eles oitocentistas ou contemporâneos, e também como pode-se analisar esses elementos sem colocá-los em outros movimentos literários. Para análise dessas posições, usa-se o conto “O violinista” de Menalton Braff (2016), publicado em O peso da gravata e outros contos. Além disso, também se abordou a origem do Impressionismo na França e no Brasil a partir do século XIX, uma vez que, diferentemente da França, Brasil ainda era um país escravocrata e oligárquico, longe então das ideias liberais em voga na Europa. Essa situação histórica acabou colaborando que a constituição desse movimento fosse mais tardia e não simultânea.


Palavras-chave


Crítica Literária; Literatura no Brasil; Impressionismo Literário

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Referências


ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS. Discurso de posse Afrânio Coutinho. Disponível em: . Acesso em: 25 jun. 2019.

BRAFF, Menalton. O peso da gravata e outros contos. São Paulo: Primavera Editorial, 2016.

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