ANTROPONÍMIA COMPARADA: UM ESTUDO SOBRE OS NOMES INOVADORES NA ANTROPONÍMIA DA ESPANHA E DO BRASIL

Márcia Sipavicius Seide, Patrícia Helena Frai

Resumo


Este artigo tem como objetivo principal apresentar os resultados de um estudo comparativo do comportamento dos nomes, verificando se um conjunto de antropônimos adotados por modismos e avaliados como “novos” na Espanha, em 2016, também são adotados por modismo no Brasil, na atualidade, considerando-se o período de 2000 a 2009. Como aporte teórico, a pesquisa ampara-se nos estudos Onomásticos de Dick (1992), de López Franco (2014) e na Antroponomástica Comparada (SEIDE, 2016).Para isso, os dados sobre a antroponímia espanhola foram extraídos e obtidos de uma reportagem publicada na seção Verne na versão on-line do jornal espanhol El País em março de 2018; os dados brasileiros foram coletados a partir de uma plataforma de pesquisa – denominada Nomes do Brasil - do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os resultados mostram que, apesar de haver proximidade linguística e cultural entre os dois países, há tanto convergências quanto divergências no uso dos antropônimos. A pesquisa aponta que há maior convergência nos antropônimos masculinos, haja vista que grande parte dos prenomes citados como modismo na Espanha, também o são no Brasil; ao passo que para os antropônimos femininos há maior dinamicidade na atribuição dos nomes, isto é, os nomes considerados modismos na Espanha divergem dos modismos na antroponímia brasileira.


Palavras-chave


Antroponomástica; Antroponomástica comparada; modismos.

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